Pacto trilateral entre EUA, Austrália e Reino Unido investe em drones para proteger infraestrutura crítica submersa
EUA, Austrália e Reino Unido intensificam combate às ameaças a cabos submarinos com novos veículos não tripulados a partir de 2027.
Confira o plano do AUKUS para veículos submarinos não tripulados
O pacto trilateral AUKUS, formado pelos Estados Unidos, Austrália e Reino Unido, anunciou em Cingapura a criação de novos veículos submarinos não tripulados para enfrentar as crescentes ameaças a cabos submarinos e oleodutos. As entregas desses equipamentos estão previstas para começar no próximo ano. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ressaltou que esses veículos serão altamente adaptáveis, apoiando operações submarinas e mantendo a vantagem coletiva no domínio marítimo das nações envolvidas.
O papel estratégico dos cabos submarinos na infraestrutura global
As ameaças a cabos submarinos são motivo de preocupação crescente entre governos ocidentais, devido à importância dessas estruturas como responsáveis por transportar entre 95% e 99% dos dados intercontinentais, além de energia através de redes de cabos de fibra óptica e energia verde. O ministro da Defesa da Austrália, Richard Marles, destacou que esses cabos são as “artérias da civilização moderna” e estão sendo atacados em um ritmo sem precedentes. Nações insulares, como a Austrália, são particularmente vulneráveis a esses ataques.
A escalada de ameaças e a atuação de potências globais
O aumento dos riscos de sabotagem é atribuído principalmente a ações da Rússia, China e possivelmente do Irã. O Reino Unido reportou atividades suspeitas de submarinos russos no Atlântico Norte, além de um aumento nos ataques a infraestruturas no Mar Báltico desde 2022. Autoridades britânicas alertam que qualquer tentativa de danificar cabos e oleodutos terá sérias consequências, destacando que a segurança dessas estruturas é um desafio crítico e urgente.
Impacto geopolítico no Golfo Pérsico e outras regiões sensíveis
Na região do Golfo Pérsico, o controle e a segurança dos cabos submarinos são especialmente críticos, pois cerca de meia dúzia de cabos passam pelo Estreito de Ormuz, transportando grande volume de tráfego global de internet, comércio eletrônico e serviços financeiros. O Irã tem demonstrado interesse em monitorar e controlar essas infraestruturas, levantando preocupações adicionais. A instabilidade na região afeta planos de expansão de redes digitais e centros de dados, como o projeto 2Africa Pearls, que visa conectar África, Europa e Ásia.
Tecnologias emergentes e a nova fronteira da defesa marítima
Além do desenvolvimento de drones submarinos, o AUKUS pretende aprimorar capacidades de reconhecimento e ataque, incluindo guerra anti-submarino e anti-superfície, bem como técnicas para lidar com minas marítimas. O Reino Unido explora a criação de uma força híbrida que integra drones subaquáticos para ampliar sua capacidade de resposta às ameaças, sobretudo contra a chamada “frota sombra” russa. A intensificação dessas tecnologias representa uma mudança estratégica na proteção das infraestruturas críticas sob o mar, que se tornaram um novo campo de batalha global.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: John Keebl