Sinais crescentes indicam que o fenômeno climático pode impactar o Brasil já no segundo semestre
Aquecimento do Pacífico avança e aumenta a probabilidade de formação do El Niño entre maio e julho de 2026, com impactos climáticos previstos para o Brasil.
Aquecimento do Pacífico avança e pode iniciar El Niño ainda em 2026
O aquecimento do Pacífico Equatorial reforça os indícios de formação do fenômeno climático El Niño, com previsão de início entre maio e julho de 2026, de acordo com dados divulgados pela Administração Nacional para Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA). Alexandre Nascimento, meteorologista da Nottus, explica que o fortalecimento desse padrão pode influenciar diretamente o clima brasileiro no próximo verão.
Alterações nas temperaturas das águas e impacto atmosférico
Segundo a NOAA, o índice de temperatura na região Niño 3.4, área considerada principal para monitoramento do El Niño, atingiu +0,5°C, que é o limite usado para caracterizar condições favoráveis ao fenômeno. Além do aquecimento da superfície, o calor acumulado nas águas subsuperficiais do Pacífico segue elevado, o que indica energia suficiente para alimentar o fenômeno climático. Ondas oceânicas conhecidas como ondas Kelvin também contribuem para a manutenção dessas anomalias térmicas.
Probabilidades e projeções para a intensidade do El Niño em 2026
O Centro de Previsão Climática da NOAA aponta 82% de chance de formação do El Niño entre maio e julho de 2026, com 96% de probabilidade de permanência ativa entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027. Embora a intensidade máxima do evento ainda seja indefinida, há cerca de dois terços de chance de que o fenômeno atinja força forte ou muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Eventos mais intensos aumentam as probabilidades de alterações nos padrões globais de temperatura e precipitação, mas não garantem impactos severos automáticos.
Impactos esperados do El Niño para o Brasil e preparação regional
Historicamente, episódios de El Niño causam aumento das chuvas na Região Sul e condições mais secas no Norte e Nordeste do Brasil, além de influenciar a distribuição das temperaturas. Autoridades e municípios do Rio Grande do Sul já iniciam preparativos para mitigar os impactos climáticos previstos para o segundo semestre de 2026. Alexandre Nascimento destaca que o inverno deve ser menos rigoroso que o do ano anterior, devido à influência do El Niño, embora ainda ocorram ondas de frio no fim do outono e início do inverno.
Monitoramento contínuo e importância para políticas públicas
O avanço do aquecimento do Pacífico reforça a necessidade de monitoramento constante e planejamento para enfrentar possíveis efeitos do El Niño na agricultura, recursos hídricos e gestão de desastres naturais. A análise da NOAA e de meteorologistas brasileiros indica que os próximos meses serão decisivos para confirmar a configuração do fenômeno e detalhar seus impactos específicos, auxiliando na tomada de decisões estratégicas para minimizar riscos climáticos no país.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: NOAA