Movimento no mercado futuro reflete expectativas de redução de tarifas de importação de carne bovina pelos Estados Unidos e mantém firmeza nas exportações brasileiras
A alta do boi gordo na B3 ganha força com expectativa de corte de tarifas dos EUA e cenário favorável para exportações brasileiras de carne bovina.
Alta do boi gordo na B3 é influenciada pelo possível corte de tarifas dos Estados Unidos
A alta do boi gordo na B3 ganhou força nesta semana com a perspectiva de que os Estados Unidos possam reduzir tarifas de importação de carne bovina. O contrato com vencimento em maio subiu 1,26%, fechando a R$ 346,00 por arroba, enquanto os contratos para junho, julho e agosto também registraram valorização, refletindo maior apetite dos compradores após a notícia. Rodrigo Costa, analista de mercado, aponta que esse movimento reforça a expectativa de que as exportações brasileiras seguirão firmes, mesmo diante dos riscos relacionados à cota chinesa.
Impacto das exportações norte-americanas e cenário internacional para a carne bovina
O mercado reagiu positivamente também aos dados recentes das exportações de carne bovina dos Estados Unidos, que apresentaram números fortes na primeira semana de maio. Geraldo Isoldi, analista da Terra Investimentos, destaca que, apesar de oscilações ao longo do dia, o pregão fechou em níveis firmes. O cenário internacional indica que a China enfrenta restrições similares aos EUA, com oferta limitada e consumo resiliente que mantém os preços internos elevados, sustentando a demanda por importações brasileiras.
Influência da cota chinesa e perspectivas para o segundo semestre
A cota anual de exportação de carne bovina destinada à China está próxima de atingir 50% do volume previsto, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) destaca que essa cota deve limitar os embarques para o país asiático no segundo semestre. Mesmo assim, a expectativa é que o manejo das cotas entre exportadores e possíveis ajustes tarifários nos EUA mantenham o ritmo das exportações brasileiras.
Fatores internos que sustentam os preços da arroba no mercado físico
No mercado interno, a tendência de redução do rebanho na virada do ciclo pecuário contribui para a firmeza dos preços da arroba. O mercado de reposição permanece caro em todas as categorias, favorecendo os confinadores. Apesar da tradicional lentidão nas negociações em segundas-feiras, o dia registrou pouca movimentação, com expectativa de continuidade do movimento de alta ao longo da semana.
Dados recentes de exportação reforçam o ritmo firme do agronegócio brasileiro
Nos cinco primeiros dias úteis de maio, o Brasil exportou 85,883 mil toneladas de carne bovina in natura, com uma média diária de 17,176 mil toneladas e preço médio da tonelada em torno de US$ 6.349. Esses números indicam um desempenho sólido do setor, que enfrenta desafios como as limitações das cotas e a competição internacional, mas se mantém como um dos principais players globais no mercado de carne bovina.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br