Copom reforça que decisões futuras integrarão dados sobre conflito no Oriente Médio e suas consequências econômicas
O Copom indica que o ajuste da taxa Selic considerará evoluções do conflito no Oriente Médio e seus efeitos na inflação.
contexto da decisão do Copom em meio à guerra no Oriente Médio
Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçaram na ata da reunião de março, publicada em 24 de fevereiro de 2026, que o ajuste da taxa básica de juros, a Selic, será influenciado pelas novas informações que possam esclarecer o impacto da guerra no Oriente Médio. Essa posição reflete a preocupação com o “forte aumento da incerteza” decorrente do conflito e seus efeitos diretos e indiretos no nível geral de preços ao longo do tempo.
primeiros cortes da Selic após longo período de estabilidade
Em 18 de fevereiro de 2026, o Copom promoveu o primeiro corte da Selic em quase dois anos, reduzindo-a em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. A decisão marca o início do processo de calibração da política monetária, que será conduzido com serenidade e cautela, conforme apontado na ata. O colegiado destacou que a redução da taxa é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o centro da meta, considerando o horizonte relevante da política econômica.
projeções inflacionárias e cenário econômico adotado
O Copom reafirmou as projeções de inflação para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), estimando alta de 3,9% para 2026 e 3,3% no terceiro trimestre de 2027, ligeiramente acima do centro da meta de 3%. Para os preços livres, a previsão é de aumentos de 3,7% e 3,3% nos mesmos períodos, enquanto para os preços administrados, as estimativas são de 4,3% em 2026 e 3,2% em 2027. Essas projeções consideram variáveis como a bandeira amarela de energia elétrica para dezembro de 2026 e 2027, taxa de câmbio inicial em R$ 5,20, e uma trajetória de preços do petróleo alinhada à curva futura com crescimento subsequente.
impacto do conflito internacional na política monetária brasileira
A guerra no Oriente Médio tem provocado aumento da volatilidade nos mercados globais e traz incertezas para a economia brasileira. O Copom sinaliza que o processo de ajuste da Selic levará em conta essas novas informações, buscando equilibrar a estabilidade de preços e o suporte à atividade econômica e ao pleno emprego. A abordagem ponderada adotada indica que o Banco Central está atento aos riscos inflacionários e às possíveis oscilações na demanda causadas pelo cenário internacional.
desafios e perspectivas para a política monetária em 2026
Diante do ambiente global incerto, o Copom opta por manter flexibilidade para incorporar dados recentes sobre o conflito e seus efeitos econômicos. A trajetória dos juros e as decisões futuras serão calibradas conforme a evolução dos indicadores inflacionários e do ambiente externo, priorizando a estabilidade de preços e a minimização das flutuações econômicas. Essa postura demonstra um compromisso com a prudência e a adaptação dinâmica às condições econômicas domésticas e internacionais.
Fonte: www.infomoney.com.br
Fonte: REUTERS/Adriano Machado