Alckmin afirma que guerra no Oriente Médio não altera trajetória da Selic

Vice-presidente destaca que conflito não impacta decisão sobre taxa básica de juros do Banco Central

Geraldo Alckmin afirma que a guerra no Oriente Médio não influencia a trajetória da Selic, reforçando a expectativa de redução da taxa de juros.

contexto da declaração de Geraldo Alckmin sobre a Selic

No dia 14 de fevereiro de 2026, durante visita a uma concessionária da Scania nos arredores de Brasília, o vice-presidente Geraldo Alckmin falou sobre os efeitos da guerra no Oriente Médio na política monetária brasileira. Ele afirmou que não percebe impacto do conflito na trajetória da Selic, a taxa básica de juros do Brasil, destacando que a guerra não influencia a decisão do Banco Central na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

análise da trajetória da Selic diante de fatores externos

Alckmin ressaltou que a taxa de juros no Brasil está elevada há muito tempo e está entre as maiores do mundo, o que torna o cenário brasileiro um caso singular em comparação a outras economias. Segundo ele, aumentos nos juros não afetam o preço do petróleo, pois essa commodity responde a outras variáveis que não são diretamente controladas por políticas monetárias. Ele citou o Federal Reserve dos EUA como exemplo, que exclui agricultura e petróleo de seus cálculos quando define juros, justamente porque tais fatores são independentes da política monetária.

medidas governamentais para controlar preços de combustíveis

Embora o vice-presidente tenha expressado a torcida pelo fim rápido da guerra que afeta o cenário global, ele preferiu não comentar sobre possíveis novas medidas para conter os preços dos combustíveis no Brasil. Entretanto, destacou ações recentes do governo, como garantir o abastecimento de diesel e promover iniciativas para conter o aumento expressivo do preço desse combustível, reafirmando o compromisso em mitigar os impactos para a economia e a população.

expectativas do mercado financeiro sobre a Selic

Com base nas declarações de Alckmin e no cenário econômico atual, o mercado financeiro mantém a expectativa de que o Banco Central deverá reduzir a taxa Selic na próxima reunião do Copom, prevista para quarta-feira seguinte à data da entrevista. A redução visa estimular a economia diante de juros elevados e controlar o impacto inflacionário, mesmo com desafios externos como conflitos globais.

impacto da guerra no cenário econômico e político brasileiro

Embora a guerra no Oriente Médio gere preocupação mundial, Alckmin reforça que seu efeito direto sobre as decisões da política monetária brasileira, especialmente no que tange à Selic, é limitado. O posicionamento reforça a independência da autoridade monetária e a busca por estabilidade econômica, enquanto o governo acompanha atentamente o preço internacional do petróleo e suas possíveis repercussões no mercado interno.

Fonte: www.infomoney.com.br

Tópicos: