Em meio à forte volatilidade dos preços internacionais, agência destaca estabilidade no abastecimento nacional
ANP descarta risco de desabastecimento no mercado brasileiro frente à oscilação dos preços internacionais.
Contexto da oscilação internacional e impacto no mercado brasileiro
A partir do dia 10 de fevereiro de 2026, o cenário global de combustíveis tem apresentado forte instabilidade nos preços, com o preço do barril de petróleo ultrapassando a marca de US$ 100, valor não registrado desde meados de 2022. Essa volatilidade tem gerado preocupações sobre o possível impacto no abastecimento do mercado nacional, especialmente em regiões como o Sul do Brasil.
Arthur Watt, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), destacou que, apesar dessas flutuações, não se observa risco de desabastecimento no país. Ele reforçou que o monitoramento diário realizado pela agência revela que os principais produtores e refinarias mantêm estoques regulares e as entregas ocorrem normalmente.
Análise das restrições no fornecimento relatadas no Sul do Brasil
Embora tenham surgido relatos de restrição na oferta de combustíveis na região Sul, esses episódios estariam ligados a questões contratuais entre os agentes do mercado, como Transportadores-Revendedores-Retalhistas (TRRs), e não a limitações físicas na produção ou na distribuição. Portanto, a ANP vê os problemas como temporários e administrativos, sem ameaçar a continuidade do abastecimento.
Papel da Petrobras e os ajustes nos preços internos
A Petrobras tem enfrentado desafios para equilibrar os preços internos do diesel com os valores internacionais, sobretudo diante da disparada recente no mercado externo. A estatal tem negado alguns pedidos de distribuidoras para volumes extras do produto, uma medida que visa ajustar a defasagem recorde entre preços domésticos e internacionais. Apesar disso, a agência assegura que a produção e o fornecimento estão dentro dos parâmetros normais.
Estratégias de acompanhamento e prevenção pela ANP
A ANP permanece atenta às mudanças diárias no mercado internacional e interno, adotando estratégias de monitoramento constante para evitar quaisquer gargalos no abastecimento. A agência reforça a importância da coordenação entre produtores, distribuidores e revendedores para garantir a estabilidade do fornecimento e evitar impactos negativos para os consumidores.
Implicações para o consumidor e mercado futuro
Apesar da volatilidade dos preços, o consumidor brasileiro não deve enfrentar desabastecimento ou falta de combustíveis nas próximas semanas. A continuidade das entregas regulares e a gestão cuidadosa dos estoques indicam que o mercado mantém resiliência. No entanto, o cenário global permanece dinâmico, o que exige vigilância contínua para garantir o equilíbrio entre oferta e demanda.
Fonte: www.infomoney.com.br