Investigadores aguardam perícia em celulares apreendidos para avaliar possibilidade de colaboração do dono do Banco Master
A eventual delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro deve ser discutida após a Polícia Federal analisar dados de oito celulares apreendidos durante as investigações da Operação Compliance Zero.
PF aguarda análise de celulares antes de discutir delação
A possibilidade de uma delação premiada do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, passou a ganhar força após a mais recente prisão dele, ocorrida na terceira fase da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal pretende avaliar essa possibilidade somente depois de concluir a extração e análise dos dados de todos os telefones celulares apreendidos com o investigado.
Aparelhos apreendidos podem ampliar dimensão da investigação
No momento da prisão de Vorcaro em São Paulo, na quarta-feira (4), os investigadores apreenderam mais três celulares que estavam com o empresário. Os aparelhos estão lacrados e ainda não passaram por perícia. Com isso, a Polícia Federal terá ao todo oito celulares do banqueiro para análise, com o objetivo de entender a dimensão do caso e identificar possíveis outros envolvidos.
Delação poderia ser firmada diretamente com a Polícia Federal
De acordo com especialistas, uma eventual colaboração premiada poderia ser firmada diretamente com a Polícia Federal, sem a necessidade de intermediação da Procuradoria-Geral da República (PGR). A Lei das Organizações Criminosas prevê que tanto delegados de polícia quanto membros do Ministério Público podem celebrar acordos desse tipo.
Redução de pena depende de provas e revelação de novos envolvidos
Segundo o advogado criminalista Paulo Suzano, a colaboração premiada exige que o investigado apresente provas consistentes e revele informações que ajudem a identificar pessoas com maior poder dentro da suposta organização criminosa. Caso a delação seja aceita, o colaborador pode obter redução de pena de até dois terços ou até mesmo o perdão judicial, dependendo da relevância das informações fornecidas.
Mensagens apreendidas indicam contatos com autoridades
As primeiras análises de dados extraídos dos celulares indicam que Vorcaro mantinha comunicação com autoridades dos Três Poderes. Entre os nomes citados nas mensagens está o do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em uma das conversas, o empresário teria enviado uma mensagem perguntando se algo havia sido “bloqueado”, no dia em que foi preso pela primeira vez.
Supremo determina investigação sobre vazamento de mensagens
Após a divulgação das mensagens, Alexandre de Moraes afirmou que não seria o destinatário das conversas mencionadas. Segundo o ministro, os registros não correspondem aos seus contatos nos arquivos apreendidos. Diante do vazamento das informações, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de um inquérito para investigar a divulgação dos dados do celular de Vorcaro.
Operação investiga supostas fraudes envolvendo venda de créditos
Daniel Vorcaro foi preso novamente durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de venda de carteiras de créditos supostamente fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB). A investigação busca identificar o alcance do esquema e possíveis ligações com agentes públicos e autoridades.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Metrópoles