Programa utiliza mão de obra prisional para manutenção de 63 escolas no Paraná

Iniciativa do Fundepar utiliza trabalho de pessoas privadas de liberdade para manutenção em 63 novas escolas estaduais

O programa Mãos Amigas expande para Apucarana, atendendo 63 escolas com mão de obra prisional para manutenção e qualificação profissional.

Confira a programação completa da expansão do programa Mãos Amigas em Apucarana

Apucarana: Início das atividades em 16 colégios no município-sede, com atendimento gradual conforme demanda.
Primeiro semestre de 2026: Expansão prevista para as regionais de Ivaiporã, Wenceslau Braz, Dois Vizinhos e Pato Branco.

O impacto do programa mãos amigas na infraestrutura escolar do Paraná

O programa Mãos Amigas ampliou sua atuação no Núcleo Regional de Educação de Apucarana, no Vale do Ivaí, atendendo mais 63 escolas estaduais. Desde o início das atividades, a iniciativa tem transformado a manutenção das escolas públicas por meio da utilização da mão de obra de pessoas privadas de liberdade (PPLs). Essa estratégia permite uma conservação eficiente da infraestrutura escolar, agilizando pequenos reparos, roçadas, pintura e jardinagem. A chegada do programa em Apucarana reflete um processo gradual e estratégico que visa atender a demanda crescente da rede estadual.

Parceria estratégica entre educação e segurança pública para ressocialização

A coordenação entre a Secretaria da Educação e a Secretaria da Segurança Pública do Paraná tem sido fundamental para o sucesso do programa Mãos Amigas. Segundo as autoridades envolvidas, a iniciativa não só melhora as condições físicas das escolas, como também reforça a ressocialização das pessoas privadas de liberdade. O trabalho desempenhado pelos participantes proporciona qualificação profissional, ajuda de custo e direito à remição de pena, fatores essenciais para a reintegração social e redução da reincidência criminal. O modelo adotado é uma referência nacional por combinar políticas públicas efetivas com benefícios à comunidade escolar.

Economia pública e ampliação da capacidade de atendimento da rede estadual

O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, destaca que o programa gera uma economia anual superior a R$ 5 milhões para os cofres públicos, mantendo a qualidade dos serviços prestados nas escolas. A utilização da mão de obra prisional é estruturada para otimizar recursos e ampliar a capacidade de atendimento das unidades escolares. Em 2025, mais de 450 instituições foram beneficiadas com serviços realizados por 647 participantes, abrangendo atividades essenciais como manutenção preventiva e conservação de ambientes.

Formação profissional e segurança para os trabalhadores privados de liberdade

Além do trabalho prático, o programa Mãos Amigas investe na qualificação dos participantes. Cursos focados em segurança no trabalho em altura, operação de motosserra, motopoda e roçadeiras foram oferecidos recentemente para diversas regionais. Para 2026, a expectativa é expandir as formações com cursos de pintura predial, assentamento de revestimento cerâmico e soldagem. Essa capacitação visa não apenas a melhoria dos serviços nas escolas, mas também o fortalecimento das habilidades profissionais dos privados de liberdade, preparando-os para a reinserção no mercado de trabalho.

Reconhecimento nacional e perspectivas para o futuro do programa

O Fundepar recebeu em 2023 o Selo Resgata, prêmio nacional que reconhece iniciativas de responsabilidade social e incentivo ao trabalho prisional. O programa Mãos Amigas representa uma das maiores ações do país envolvendo mão de obra prisional na manutenção escolar, beneficiando mais de 875 colégios em 16 núcleos regionais. Com o apoio técnico do Paraná Educação e a parceria da Polícia Penal do Paraná, o projeto segue como modelo de integração entre políticas educacionais e segurança pública, com planos de expansão contínua para fortalecer a educação estadual e a ressocialização.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

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