Deputado aciona PGR para apurar atuação do ex-presidente do Banco Central diante das fraudes no Banco Master
Deputado Lindbergh Farias solicita à PGR investigação sobre Campos Neto devido ao Banco Master e falhas na supervisão do Banco Central.
Lindbergh Farias pede investigação à PGR sobre Campos Neto no caso Banco Master
Lindbergh Farias pede investigação à Procuradoria-Geral da República sobre a atuação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, diante dos fatos relacionados ao Banco Master, conforme denúncia apresentada em 4 de fevereiro de 2026. O deputado destaca que as irregularidades ocorreram durante o exercício das funções institucionais de Campos Neto, envolvendo diretamente a gestão do Banco Central.
Contexto da operação Compliance Zero e prisão do dono do Banco Master
A terceira fase da Operação Compliance Zero culminou na prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após investigações da Polícia Federal que identificaram uma rede organizada de intimidação e violência contra jornalistas. Foram detectadas ligações entre ex-servidores do Banco Central e Vorcaro, operando como uma “consultoria informal”, o que levanta suspeitas sobre a atuação da alta gestão do Banco Central à época, sob comando de Campos Neto.
Mudanças regulatórias sob Campos Neto e seus impactos no sistema financeiro
Lindbergh argumenta que a gestão de Campos Neto foi responsável por uma resolução do Conselho Monetário Nacional (Resolução nº 4.656/2018) que reduziu fatores de ponderação de risco para certos ativos, o que permitiu operações aparentes seguras, mas arriscadas na prática. Essa medida teria facilitado fraudes localizadas que se tornaram instabilidades sistêmicas, aumentando a vulnerabilidade de instituições financeiras menos robustas como o Banco Master.
Questionamentos sobre transparência e acordos administrativos envolvendo Campos Neto
Em novembro de 2025, Campos Neto realizou um pagamento de R$ 300 mil ao Banco Central para encerrar um processo administrativo contra ele, sem que houvesse julgamento do mérito. Essa solução levantou dúvidas públicas sobre a transparência, proporcionalidade e coerência do regime disciplinar aplicado a dirigentes da autoridade supervisora, alimentando questionamentos sobre a conduta do ex-presidente.
Necessidade de apuração penal e administrativa para garantir o dever de vigilância
O deputado Lindbergh enfatiza que a possível conduta omissiva ou dolosa na supervisão prudencial do Banco Master configura descumprimento de deveres constitucionais e normas penais relacionadas à proteção do sistema financeiro nacional. Por isso, ele solicita a instauração de investigações formais para apurar eventuais falhas e responsabilidades, legitimando a atuação do Ministério Público e da supervisão judicial do Supremo Tribunal Federal.
Relevância do caso para a estabilidade do sistema financeiro e fiscalização
Esse caso evidencia a importância da fiscalização rigorosa e da transparência nas instituições financeiras e seus órgãos reguladores. A atuação do Banco Central na gestão de riscos e a responsabilidade dos dirigentes são cruciais para evitar colapsos que impactam diretamente a economia e a confiança pública. A investigação solicitada pode estabelecer precedentes para aprimorar mecanismos de controle e prevenir fraudes sistêmicas.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br