Manifestações em mais de 20 cidades criticam o governo Lula e o STF, pedindo anistia e medidas contra ministros da Corte
Atos da direita em 20 cidades pressionam Congresso para derrubar veto à dosimetria e fazem críticas a Lula e STF.
Contexto e objetivos dos atos da direita em março de 2026
Os atos da direita realizados em 1° de março de 2026, com manifestações em mais de 20 cidades brasileiras, tiveram como objetivo central pressionar o Congresso Nacional para a análise e derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria, que reduz penas de condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023. Essa pauta esteve acompanhada de críticas contundentes ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa, chamada de “Acorda Brasil”, buscou articular a oposição para fortalecer a união da direita e ressaltar reivindicações de anistia e questionamento sobre a legitimidade da Corte máxima.
Principais manifestações e participação nas capitais Rio de Janeiro e São Paulo
As principais manifestações concentraram-se na Avenida Paulista, em São Paulo, e na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, reunindo cerca de 20,4 mil pessoas em São Paulo e aproximadamente 4,7 mil no Rio, segundo estimativas do Monitor do Debate Político, apoiado por pesquisadores da USP. Na Avenida Paulista, destacaram-se a presença dos pré-candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO). Além das grandes manifestações, houve carreatas, “adesivaços” e encontros preparatórios em outras cidades, reforçando a mobilização da direita.
Discurso dos líderes e suas estratégias eleitorais nas manifestações
Nos discursos, Flávio Bolsonaro buscou sinalizar uma unificação da direita, fazendo acenos estratégicos aos aliados e grupos eleitorais. Sem atacar diretamente o STF, ele afirmou que o Supremo ainda é fundamental para a democracia, mas que estaria sendo usado para prejudicar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Romeu Zema criticou a chamada “farra dos intocáveis” em Brasília de forma genérica, enquanto Ronaldo Caiado adotou um tom mais focado em segurança pública e garantiu anistia a Bolsonaro caso eleito presidente. Por sua vez, aliados como Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Silas Malafaia dirigiram ataques mais agressivos ao STF, pedindo afastamento de ministros e qualificando membros da Corte com termos pejorativos.
Reações da esquerda e avaliação sobre a adesão às manifestações
Autoridades e parlamentares da esquerda classificaram os atos como de baixa adesão e insuficientes para gerar impacto político. Líderes do PT, como Gleisi Hoffmann, Pedro Uczai, José Guimarães e Lindbergh Farias, destacaram que as manifestações não conseguiram mobilizar a base oposicionista e foram consideradas um “fiasco” ou “flopada histórica”. Eles ressaltaram que a população estaria cansada de discursos vazios e de tentativas de desestabilização política, afirmando que não permitirão o retorno da direita ao poder.
Implicações políticas e o debate sobre a dosimetria e o STF
Os atos da direita evidenciam a intensificação do debate político em torno da dosimetria, que pode alterar penas de condenados por atos antidemocráticos, e o papel do STF no julgamento de questões sensíveis. A mobilização tenta criar pressão sobre o Congresso para reverter o veto presidencial, enquanto questiona a legitimidade da Corte e busca minar a governabilidade do presidente Lula. A polarização política aumentou com o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, que precisa consolidar apoio em meio a uma base eleitoral dividida.
Conclusão: desdobramentos futuros e impacto eleitoral
Os atos da direita demonstram uma tentativa de retomar protagonismo político e influenciar o processo eleitoral de 2026. Apesar das críticas e da baixa adesão apontada por analistas e adversários, o movimento sinaliza a persistência da oposição em estratégias que misturam protestos de rua, pressão institucional e discursos polarizadores. O desenrolar dessa mobilização poderá influenciar as disputas presidenciais e a dinâmica do Congresso, especialmente no que tange a temas como anistia, dosimetria penal e atuação do STF.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: CNN Brasil