Prefeito de São Paulo exonerou secretário adjunto e presidente da SPTuris devido a suspeitas envolvendo contratos milionários com agência vinculada a sócio do secretário
Prefeito Ricardo Nunes demite dirigentes da SPTuris após denúncias de contratos irregulares com empresa ligada a sócio do secretário adjunto de Turismo.
Contexto das exonerações na SPTuris e investigação interna
O prefeito Ricardo Nunes demite dirigentes da SPTuris após denúncias de contratos irregulares, uma situação que veio à tona em 25 de fevereiro de 2026. A exoneração do secretário adjunto de Turismo, Rodolfo Marinho, e do presidente da SPTuris, Gustavo Pires, foi anunciada como medida imediata para conter possíveis irregularidades. As denúncias revelaram que a agência MM Quarter, fundada por Nathália Carolina de Souza e vinculada a Marinho, recebeu contratos públicos milionários da prefeitura desde que ele assumiu o cargo. Essa situação levantou suspeitas sobre a continuidade dos contratos e a possível atuação de laranjas na administração pública.
Impactos políticos e administrativos das demissões de Ricardo Nunes
A decisão de Ricardo Nunes de demitir os dirigentes evidencia uma tentativa clara de zelar pela transparência na administração pública municipal. A exoneração aconteceu no mesmo dia em que as denúncias foram tornadas públicas, reforçando a postura de combate a irregularidades. A nomeação do coronel Salles, ex-comandante da Polícia Militar, para presidir a SPTuris, sinaliza uma mudança na gestão para restabelecer a confiança nos órgãos responsáveis pelo turismo em São Paulo. Essa substituição pode influenciar a condução dos projetos turísticos e a relação da Prefeitura com fornecedores e parceiros.
Análise dos contratos milionários e suspeita de uso de laranjas
Documentos internos da Prefeitura indicam que a empresa MM Quarter acumulou contratos superiores a R$ 183 milhões, firmados de forma contínua com a SPTuris e a Secretaria de Turismo. As denúncias apontam que Nathália Carolina de Souza teria cedido procuração ao secretário adjunto Rodolfo Marinho, e que o nome dela estaria sendo utilizado sem vínculo direto com a operação da empresa, sugerindo a possível atuação de laranjas para mascarar interesses privados. Essa suspeita levanta questionamentos sobre a lisura dos processos licitatórios e a fiscalização dos contratos públicos na capital paulista.
Repercussões no setor turístico e medidas para garantir transparência
O episódio envolvendo a SPTuris impacta diretamente o setor turístico da cidade de São Paulo, que depende da credibilidade e da eficiência da gestão pública. A abertura de investigação interna determinada por Ricardo Nunes é uma resposta institucional para garantir que irregularidades sejam identificadas e punidas. Além disso, a mudança na presidência da SPTuris busca fortalecer o controle e a transparência na contratação de serviços para eventos e ações de fomento ao turismo. O caso serve como alerta para a necessidade de maior rigor nas auditorias e supervisão dos contratos públicos.
Perspectivas futuras para a gestão da SPTuris após as demissões
Com a chegada do coronel Salles à presidência da SPTuris, a expectativa é que a gestão da entidade ganhe um perfil mais rigoroso e alinhado com princípios de governança e responsabilidade fiscal. Essa mudança pode influenciar a forma como serão conduzidos novos contratos e parcerias, com foco em evitar repetições de escândalos e fortalecer a imagem da cidade como destino turístico confiável. A continuidade das investigações e eventuais medidas judiciais também estarão no radar das autoridades municipais e do Ministério Público, garantindo maior fiscalização das ações da Prefeitura de São Paulo.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br