Unidade da Universidade Estadual de Maringá no Noroeste fortalece agropecuária e eleva índice de desenvolvimento humano
O polo de pesquisa da UEM em Diamante do Norte impulsiona o IDH local e integra ensino, inovação e agropecuária sustentável.
Confira a estrutura e projetos do polo de pesquisa da UEM em Diamante do Norte
Área total: 82,4 hectares com 14 mil metros quadrados de área construída
Principais projetos: suinocultura, bovinocultura de leite, piscicultura, apicultura, horticultura e mandiocultura
Fazenda experimental: cultivo de milho, sorgo, mandioca, eucalipto e horta diversificada
Produção leiteira: média diária de 200 a 250 litros destinados a laticínios e produção de queijos
Suinocultura: criação do porco da espécie Moura para embutidos artesanais
Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep) do Noroeste: sede inaugurada em 2022 para formação técnica em agropecuária
Piscicultura: tanques-rede no Rio do Corvo para produção de tilápias, incluindo o Programa de Melhoramento Genético Tilamax
Apicultura: criação de abelhas Apis mellifera e implantação de meliponário para abelhas sem ferrão
Impacto do polo de pesquisa da UEM no Índice de Desenvolvimento Humano de Diamante do Norte
O polo de pesquisa da UEM em Diamante do Norte tem desempenhado papel essencial na transformação socioeconômica da cidade localizada estrategicamente na tríplice fronteira entre Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Desde a fundação do Câmpus Regional do Noroeste em 1990, o município registrou um aumento significativo no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), saltando de 0,456 para 0,723 em 2010. Essa evolução posicionou Diamante do Norte entre os municípios com IDH alto no Paraná, conforme levantamento do IBGE, demonstrando o impacto positivo das ações de pesquisa, ensino e extensão promovidas pela universidade.
Inovação tecnológica e sustentabilidade na agropecuária regional
A unidade da UEM tem como foco central a agropecuária sustentável, utilizando uma fazenda experimental que alia produção rural e inovação. O cultivo diversificado de culturas como milho, sorgo, mandioca e eucalipto, junto a projetos de suinocultura e bovinocultura de leite, evidencia a aplicação de tecnologias modernas e práticas sustentáveis. A criação do porco da espécie Moura, com carne reconhecida pela qualidade, e a produção de embutidos artesanais demonstram o potencial de agregar valor à produção local. Além disso, o meliponário e projetos de apicultura fortalecem a conservação ambiental e a biodiversidade na região.
Educação técnica e formação profissional no Centro Estadual de Educação Profissional do Noroeste
Desde 2022, o polo de pesquisa abriga o Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep) do Noroeste, também conhecido como Colégio Agrícola. Com investimento superior a R$ 11 milhões do Governo do Estado e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional, a instituição oferece formação técnica em agropecuária de nível médio em regime de internato. Essa parceria entre a Secretaria da Educação e a UEM visa preparar profissionais qualificados para o setor rural, fortalecendo a cadeia produtiva regional e garantindo o desenvolvimento sustentável e inovador do campo.
Avanços na piscicultura e programas de melhoramento genético
Outro destaque do polo está na unidade de piscicultura em tanques-rede localizados no Rio do Corvo, na divisa entre Diamante do Norte e Terra Rica. Implantada em 2023, a estrutura produz tilápias fornecidas ao Restaurante Universitário da UEM e ao Hospital Universitário Regional de Maringá. Além disso, abriga o Programa de Melhoramento Genético de Tilápias do Nilo (Tilamax), que busca aprimorar a qualidade genética dos peixes, contribuindo para a sustentabilidade e competitividade da piscicultura na região.
Pesquisa e conservação ambiental com abelhas e flora nativa
A presença de mata nativa no câmpus favorece a criação de abelhas do gênero Apis mellifera, atividade que é objeto de pesquisa acadêmica para entender a relação entre a diversidade da flora local e os recursos alimentares desses insetos. A implantação de um meliponário para abelhas sem ferrão reforça os esforços de conservação ambiental e a valorização da biodiversidade regional. Essas iniciativas colaboram para o equilíbrio ecológico e para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis integradas à agropecuária.
Fonte: www.parana.pr.gov.br