Nova tarifa global de 15% dos Estados Unidos muda cenário para o Brasil

Entenda como a nova política tarifária americana afeta as exportações brasileiras e os impactos previstos para a economia nacional

A nova tarifa global de 15% dos EUA substitui as antigas sobretaxas, reconfigurando a situação comercial do Brasil.

Entenda a nova tarifa global de 15% e sua aplicação a partir de 24 de fevereiro

A tarifa global de 15% anunciada pelos Estados Unidos começa a vigorar às 2h01 (horário de Brasília) de terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, e funciona como um adicional sobre as tarifas normais de cada produto importado. Essa mudança ocorre após a Suprema Corte americana anular as tarifas recíprocas impostas anteriormente, que chegaram a atingir até 50% sobre produtos brasileiros. O economista Leonardo Costa destaca que, apesar do aumento da tarifa geral, a decisão é marginalmente positiva para o Brasil, devido à redução das sobretaxas mais elevadas.

Histórico das tarifas americanas e efeito sobre o Brasil

Desde abril de 2025, o Brasil foi alvo de tarifas amplas iniciadas em 10%, com elevações significativas para aço e alumínio em junho, chegando a 50% em alguns casos. Em julho, várias mercadorias brasileiras sofreram um aumento adicional de 40%, mas parte dessas sobretaxas foi retirada após negociações em novembro do mesmo ano. A Suprema Corte considerou ilegal o uso da lei de emergência para aplicar essas tarifas amplas, anulando as antigas cobranças em 20 de fevereiro de 2026. Logo após, o governo dos EUA anunciou a substituição por uma tarifa global de 15%.

Impactos econômicos e comerciais para o Brasil

A nova tarifa global de 15% cria um cenário de custos adicionais para as exportações brasileiras, embora o nível médio de cobrança tenha diminuído em relação ao pico de 2025. Segundo Roberto Simioni, economista-chefe, a decisão pode ser positiva no curto prazo para o câmbio e mercado financeiro, mas ele alerta para riscos estratégicos nas relações comerciais do Brasil, especialmente com a China, que pode redirecionar excedentes para o país. Essa dinâmica pode pressionar a indústria nacional e afetar a balança comercial.

Exceções e dúvidas sobre a aplicação da tarifa

Nem todos os produtos estão sujeitos à nova tarifa global. Itens com tarifas aplicadas por razões de segurança nacional e certos produtos agrícolas e minerais estratégicos foram excluídos. Contudo, ainda não está claro se a sobretaxa de 15% será somada às tarifas específicas de alguns bens, como aço e alumínio, pois negociações anteriores apresentaram diferentes resultados para países distintos. Essa indefinição contribui para a incerteza no comércio exterior brasileiro.

Perspectivas e próximos passos na política tarifária dos EUA

A tarifa global de 15% tem validade inicial de até 150 dias e pode ser prorrogada ou modificada pelo Congresso americano. O governo dos Estados Unidos também sinalizou a possibilidade de utilizar outros instrumentos legais para estabelecer novas tarifas, o que mantém a indefinição sobre futuras medidas protecionistas. Para o Brasil, essa situação demanda vigilância constante e estratégias de adaptação para minimizar impactos negativos e explorar oportunidades comerciais.

Fonte: www.infomoney.com.br

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