Fenômeno downburst provoca estragos em Campina Grande do Sul e regiões do sudoeste do Paraná

Simepar detalha ocorrência de microexplosão atmosférica com ventos fortes e chuva intensa em fevereiro de 2026

Fenômeno downburst causou fortes ventos e chuva intensa em Campina Grande do Sul e regiões do sudoeste do Paraná, com danos materiais significativos.

Fenômeno downburst e seus impactos em Campina Grande do Sul e sudoeste do Paraná

O fenômeno downburst foi responsável por fortes ventos e chuvas intensas que atingiram Campina Grande do Sul na tarde de terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, e outras cidades do sudoeste paranaense em 18 de fevereiro. Segundo o Simepar, que analisou imagens de satélite, radares e sensores, o evento provocou uma microexplosão atmosférica com rajadas de vento fortes e destrutivas, acompanhadas de um volume significativo de chuva em curto espaço de tempo. O coordenador de operações Marco Jusevicius destacou que o fenômeno se caracteriza pela precipitação rápida e massiva da água contida na nuvem, arrastando ar que gera ventos intensos em superfície.

Levantamento detalhado com drone e investigação técnica do Simepar

Na manhã seguinte ao evento, a equipe do Simepar realizou um sobrevoo com drone equipado com sensor de mapeamento, cobrindo uma área de 180 hectares ao redor da região atingida em Campina Grande do Sul. O levantamento durou cerca de 40 minutos e permitiu mapear com precisão os danos causados no local, principalmente no conjunto comercial atingido por um colapso de telhado que afetou caminhões e automóveis. A análise das imagens e relatos de moradores confirmaram a ausência de ventos em rotação, descartando assim a ocorrência de tornado. O gerente de Infraestrutura e Hidrologia, José Eduardo Gonçalves, reforçou a importância da tecnologia para identificar com clareza os efeitos do fenômeno.

Diferenças entre downburst, microburst e tornados

O downburst, estudado inicialmente por Theodore Fujita, é um fenômeno que causa danos em áreas muito pequenas – chamadas de microbursts quando inferiores a 4 km de extensão e macrobursts se maiores. Diferentemente do tornado, que provoca ventos com movimento convergente, os ventos no downburst se espalham lateralmente em movimento divergente. Apesar dessas diferenças, os danos causados podem ser igualmente destrutivos. O evento em Campina Grande do Sul foi classificado como microexplosão devido à sua intensidade e área limitada de impacto, evidenciando a diversidade dos fenômenos atmosféricos severos que atingem o Paraná nesta época do ano.

Impactos das tempestades severas e registros no sudoeste do Paraná

Na quarta-feira, 18 de fevereiro, a região sudoeste do Paraná registrou outras tempestades severas, com volumes de chuva estimados em torno de 50 mm em curto intervalo e rajadas de vento entre 60 km/h e 70 km/h. Cidades como Maripá, Manoel Ribas, Realeza, Jardim Alegre e Quedas do Iguaçu sofreram danos causados por ventos fortes que derrubaram árvores, destelharam casas e prejudicaram estruturas agrícolas. As análises do Simepar indicam que, assim como em Campina Grande do Sul, os eventos não apresentaram sinais de tornados, mas sim de downbursts ou downdrafts, fortalezas das tempestades típicas das estações quentes.

Contexto climático das tempestades de primavera e verão no Paraná

A primavera e o verão são épocas em que o Paraná costuma vivenciar tempestades com alta frequência, especialmente nas horas de maior aquecimento do dia. O calor intenso na faixa oeste do estado contribui para a formação de sistemas atmosféricos severos que geram chuvas volumosas e ventos fortes localizados. O fenômeno downburst integra essa diversidade, apresentando riscos importantes para a população, estruturas urbanas e o setor produtivo. A compreensão e monitoramento desse tipo de evento são essenciais para a mitigação de impactos e para o planejamento das ações de defesa civil no estado.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

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