Denúncias recentes de vítimas levaram à reabertura do caso de 2006 e à prisão de Martônio Alves Batista
Suspeito de estuprar e matar criança em Quatro Barras é preso após novas denúncias de vítimas revelarem abusos reiterados.
Confira a programação completa de denúncias e prisões recentes
- 19 de fevereiro/Quatro Barras: Prisão de Martônio Alves Batista, suspeito de estuprar e matar criança em 2006
Reabertura do caso de 2006 em Quatro Barras após novas denúncias
A prisão do suspeito de estuprar e matar criança em Quatro Barras, no Paraná, foi motivada por denúncias recentes que trouxeram à tona um padrão de abusos sexuais reiterados. A investigação policial reabriu o inquérito de 2006, anteriormente sem conclusão, ao receber relatos de outras mulheres que afirmam ter sido vítimas do mesmo homem, Martônio Alves Batista.
Contexto do crime e confissões do acusado
Martônio Alves Batista, hoje com 55 anos, confessou o crime contra Giovanna dos Reis Costa, de nove anos na época, a uma ex-companheira. Segundo a investigação, ele atraiu a criança para sua casa sob falsos pretextos, onde cometeu violência sexual e sufocou a vítima. Para dificultar a investigação, o corpo e as roupas foram deixados em locais diferentes. A confissão foi revelada durante depoimentos de ex-mulheres e ex-enteadas, que também relataram abusos sexuais sofridos pelo suspeito em outros períodos.
Impacto das novas denúncias na investigação policial
A Polícia Civil do Paraná detalhou que o caso estava estagnado por falta de provas suficientes na época do crime. A perícia inicial foi prejudicada pela destruição de evidências, como um colchão com manchas encontrado na casa do suspeito que depois foi destruído pela então companheira de Martônio. As recentes denúncias de mulheres que sofreram abuso em relacionamentos com o acusado foram decisivas para a reabertura do inquérito e a prisão do homem, que já era investigado por outros crimes desde 2018.
Histórico de abusos e relações do suspeito com vítimas
Martônio Alves Batista manteve múltiplos relacionamentos após o crime de 2006. Em todos, segundo a delegada Camila Cecconello, ele abusava sexualmente de enteados, que eram ameaçadas para que não denunciassem os crimes. Uma das vítimas relatou ameaças explícitas mencionando o crime contra Giovanna, o que posteriormente incentivou a denúncia após reconhecimento do suspeito em uma outra prisão por instalação de câmeras ocultas.
Desdobramentos judiciais e repercussão social
O crime contra Giovanna dos Reis Costa marcou a comunidade de Quatro Barras, principalmente pelo fato de que a mãe e o irmão da criança foram presos durante cinco anos sob suspeita, mas posteriormente inocentados pelo Tribunal do Júri. A prisão de Martônio após as novas denúncias reacende o debate sobre a eficiência das investigações e a necessidade de mecanismos para proteger crianças e adolescentes contra abusadores reincidentes.
A atuação da Polícia Civil do Paraná, que reabriu o caso e aprofundou a apuração dos fatos, destaca a importância da escuta ativa das vítimas e da revisão de inquéritos antigos diante de novas evidências. O caso também reforça a urgência de políticas públicas voltadas à prevenção e combate à violência sexual.
Fonte: www.bemparana.com.br
Fonte: Divulgação/Fábio Dias/EPR