Stephen Miran, diretor do Federal Reserve, revisa para baixo a expectativa de queda das taxas diante de sinais econômicos mais fortes
O diretor do Fed, Stephen Miran, revisa para baixo a previsão de cortes nas taxas de juros em 2026, refletindo dados econômicos mais firmes.
Fed reduz estimativas de cortes nos juros diante de dados econômicos mais fortes
Em fevereiro de 2026, Stephen Miran, diretor do Federal Reserve, revisou sua expectativa sobre o quanto o banco central dos EUA deve cortar as taxas de juros neste ano. Segundo Miran, os dados recentes de emprego mais resiliente e inflação persistente de bens indicam uma economia mais sólida do que ele antecipava anteriormente. Essa mudança representa um afastamento da sua projeção de dezembro, que previa cortes maiores, para uma visão menos agressiva, com cortes totais menores.
Impacto da revisão nas projeções do Federal Reserve para 2026
A revisão feita por Miran implica uma redução no ritmo esperado de cortes, com as taxas agora projetadas para cair para abaixo de 2,75% ao final de 2026, ao invés dos 2,25% estimados anteriormente. Ele permanece entre os membros mais “dovish” do Fed, indicando uma postura relativamente favorável a cortes, porém com menor intensidade. Essa nova posição contrasta com as projeções medianas dos demais oficiais do banco central, que apontam para cortes ainda mais modestos, da ordem de um quarto de ponto percentual.
Análise do emprego e inflação como fatores decisivos para a política monetária
Miran destacou que o mercado de trabalho mostrou desempenho melhor do que o esperado nos últimos meses, o que reduz a necessidade de cortes mais profundos. Além disso, ele ressaltou a persistência da inflação de bens, que tem se mostrado resistente às políticas adotadas até o momento. Esses dois elementos combinados levaram o diretor do Fed a revisar sua visão e a adotar uma postura menos agressiva no afrouxamento monetário em 2026.
Expectativas para as próximas reuniões e o futuro da política monetária do Fed
Apesar da revisão, Miran não detalhou seu voto para a reunião do Fed em março, onde a expectativa predominante entre os investidores é de manutenção das taxas estáveis, estendendo a pausa iniciada no mês anterior. A cautela em relação à inflação e a solidez do mercado de trabalho sugerem que o banco central seguirá monitorando de perto os indicadores econômicos antes de realizar novos cortes.
Consequências para o mercado financeiro e a economia global
A mudança na perspectiva do Fed pode afetar diretamente os mercados financeiros e as decisões de investimento globais, uma vez que os juros norte-americanos têm impacto significativo sobre fluxos de capitais e políticas monetárias internacionais. A postura menos agressiva em cortes sugere uma maior cautela do banco central frente aos riscos inflacionários, o que pode influenciar o comportamento dos investidores e a dinâmica econômica no curto prazo.

Imagem: O governador do Federal Reserve, Stephen Miran, fala sobre “Regulamentos, o lado da oferta e a política monetária” durante o evento Delphi Economic Forum Lecture, na Galeria Nacional de Atenas, Grécia, em 14 de janeiro de 2026.
Fonte: www.infomoney.com.br