Laudo pericial descarta abuso no caso da mulher que matou o pai em Itanhaém

Exame técnico não encontrou provas que confirmem a acusação de abuso feita pela filha contra o pai assassinado

Laudo pericial descarta abuso sexual no caso da mulher que matou o pai em Itanhaém e foi encontrada nua na rua.

Contexto da morte e acusação de abuso sem comprovação

O laudo pericial descarta abuso sexual no caso da mulher que matou o pai em Itanhaém, ocorrido em agosto de 2025. Segundo o documento técnico anexado ao processo, não foram encontrados indícios que confirmem as acusações feitas por ela contra Marcos Ferreira Linhares, de 74 anos. A mulher, de 41, afirmou originalmente que sofria abusos desde criança e que o pai a explorava sexualmente, mas a perícia não encontrou provas que sustentem essa versão.

Detalhes do crime e apreensão de equipamentos eletrônicos

A vítima foi encontrada morta em seu apartamento, com múltiplas perfurações causadas por uma faca, instrumento utilizado no homicídio. Após matar o pai, a mulher foi vista andando nua pelas ruas da cidade, onde foi abordada por guardas municipais. Em depoimento, disse que era prostituta e admitiu ter cometido o crime. Os aparelhos eletrônicos da residência, entre eles tablet, HDs e pen drives, foram apreendidos para análise judicial, buscando evidências das denúncias de abuso, que não foram confirmadas pela perícia.

Perfil da vítima e condição de saúde

Marcos Ferreira Linhares apresentava problemas graves de saúde, como sequelas de AVC, pressão alta e diabetes, além do uso contínuo de medicamentos. Essas informações fazem parte do contexto do crime e são importantes para a compreensão da dinâmica familiar e das alegações da acusada, que afirmava estar sob forte estresse no momento do homicídio.

Avaliação da saúde mental da acusada após o crime

Em pedido da defesa, foi solicitado exame de sanidade mental para avaliar o estado psicológico da mulher no momento do crime. De acordo com os advogados, existem indícios de que ela tenha sofrido um surto psicótico, evidenciado pela confusão mental e falta de noção temporal observadas durante entrevista na cadeia. Esse aspecto é uma peça chave na defesa e poderá influenciar o julgamento, que ainda não tem data prevista.

Andamento processual e impactos da perícia no caso

O caso está registrado como homicídio qualificado na Delegacia Sede de Itanhaém e segue em tramitação na Justiça local. A juntada do laudo pericial aos autos enfraquece a versão da acusada sobre abuso sexual. O resultado técnico pode impactar diretamente na decisão judicial, uma vez que elimina parte da justificativa inicial apresentada para o assassinato. O processo segue aberto, aguardando a definição do julgamento e demais avaliações.

Fonte: www.metropoles.com

Tópicos: