Indicado por Bolsonaro, ministro do STF é recebido com cautela e otimismo por parlamentares da oposição ao assumir investigações delicadas
O ministro André Mendonça assume a relatoria do Caso Master no STF, recebendo reações positivas da oposição e enfrentando desafios jurídicos.
Novo relator do Caso Master é André Mendonça, indicado por Bolsonaro
O Caso Master teve uma importante mudança na sua relatoria no Supremo Tribunal Federal (STF) em 12 de fevereiro de 2026, com a saída do ministro Dias Toffoli e a entrada do ministro André Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Esta troca ocorre em meio a grande repercussão política e jurídica, pois Mendonça também conduz atualmente um outro processo sensível envolvendo descontos irregulares nas aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A nomeação é vista como um momento decisivo para a condução rigorosa dessas investigações, que impactam diretamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a estabilidade institucional.
Reações da oposição e expectativa por rigor jurídico
A recepção da relatoria por André Mendonça causou celebração entre membros da oposição no Congresso Nacional. Sóstenes Cavalcante, líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, destacou a oportunidade para que o processo seja conduzido com “serenidade, rigor jurídico e absoluto respeito à Constituição”. Mesmo com otimismo, parlamentares como Cabo Gilberto Silva e Nikolas Ferreira enfatizaram a necessidade de vigilância constante e que Mendonça tenha “força para enfrentar o mal” no andamento das investigações. A oposição se posiciona atenta a cada passo dado no STF, buscando transparência e imparcialidade na resolução do caso.
Contexto da saída de Dias Toffoli da relatoria
A decisão do ministro Dias Toffoli em deixar a relatoria do Caso Master ocorreu após pressões e questionamentos sobre sua imparcialidade, desencadeados pela constatação da Polícia Federal de menções ao magistrado no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A suspeição de Toffoli foi debatida em reunião dos 10 ministros do STF, que, apesar de rejeitarem formalmente a arguição contra ele, aceitaram sua saída do caso para assegurar a integridade do processo. Essa movimentação mostra o cuidado da Corte em preservar a confiança pública e garantir investigações livres de influências indevidas.
Mendonça e a articulação com a Polícia Federal
Logo após assumir a relatoria, André Mendonça marcou reunião com representantes da Polícia Federal para a tarde do dia 13 de fevereiro de 2026, buscando discutir os próximos passos das investigações do Caso Master. A participação remota do ministro, que estava em São Paulo, indica a prioridade dada ao caso. Esta articulação demonstra o empenho do STF em aprofundar as apurações, mantendo diálogo estreito com órgãos de investigação para fortalecer a base probatória e encaminhar medidas judiciais cabíveis.
Impactos políticos e legais do Caso Master na conjuntura nacional
O Caso Master, que envolve questões financeiras e possíveis irregularidades bancárias, tem implicações significativas para a esfera política e judicial brasileira. A condução do processo pelo ministro André Mendonça representa um desafio devido à sensibilidade do caso e ao contexto de polarização política no país. A investigação pode influenciar a confiança nas instituições e afetar a gestão do governo federal, especialmente na relação entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. A oposição tem papel ativo em acompanhar o desdobramento das apurações, destacando a importância do respeito à Constituição e à transparência na esfera pública.