Fernando Seabra explica a escolha tática para o empate em 3 a 3 contra a Chapecoense
Fernando Seabra explica a estratégia que levou o ponta Lavega a atuar como volante no Coritiba durante o empate diante da Chapecoense.
A decisão tática por Lavega como volante no Coritiba
O técnico Fernando Seabra explicou detalhadamente a opção por escalar Lavega como volante durante o empate em 3 a 3 contra a Chapecoense, partida realizada na última quarta-feira. Segundo o treinador, a escolha levou em conta a versatilidade do jogador uruguaio que, apesar de atuar tradicionalmente na ponta, possui características que o permitem desempenhar a função de médio com profundidade, especialmente pelo lado esquerdo do campo, onde pode replicar movimentos semelhantes aos do volante Sebástian Gómez.
A versatilidade de Lavega e seu papel no esquema 4-2-3-1
Fernando Seabra destacou que Lavega é um atleta universal, capaz de atuar tanto na linha de frente quanto na linha média, com habilidades para conduzir a bola, receber passes e distribuir o jogo com qualidade. Essa dinâmica possibilitou que o treinador apostasse na formação tática 4-2-3-1, bastante utilizada no Brasil desde 2011 e que tem sido a base do trabalho no Coritiba em 2026. A ideia era fortalecer a construção ofensiva e exercer maior controle no meio-campo adversário por meio de uma equipe com movimentação coordenada.
Análise dos desafios defensivos enfrentados pelo Coxa
Apesar do esforço coletivo, Seabra admitiu que a equipe enfrentou dificuldades defensivas durante o confronto em Chapecó. Ele atribuiu esses desafios à falta de treino e à complexidade de coordenar a defesa, especialmente em um momento inicial da temporada, quando o calendário apertado dos estaduais limita o tempo para ajustes táticos aprofundados. O técnico ressaltou que essas questões de coordenação defensiva são um fenômeno comum a várias equipes no início do ano, refletindo nos placares mais elásticos observados em diversos jogos do Campeonato Brasileiro.
Impacto do calendário e preparação física nas estratégias do Coritiba
O treinador também comentou o impacto do calendário de competições, que começa já em janeiro com os estaduais, reduzindo o tempo para treinamentos específicos. Essa realidade impõe limitações sobre o desenvolvimento da sincronia da equipe, especialmente no setor defensivo, e influencia nas escolhas táticas que buscam equilibrar a construção ofensiva com a solidez defensiva. A presença de jogadores com múltiplas habilidades, como Lavega, é um recurso importante para aumentar a flexibilidade da equipe diante dessas restrições.
Perspectivas para a continuidade do trabalho e ajustes futuros
Com base na experiência adquirida nas primeiras partidas, Fernando Seabra sinalizou a intenção de aprimorar a coordenação defensiva do Coritiba por meio de treinos mais focados e trabalho coletivo coordenado. A adaptação da equipe ao esquema 4-2-3-1, valorizando atletas versáteis, continuará sendo uma estratégia para manter o equilíbrio entre construção de jogadas e eficiência na marcação. A evolução desses aspectos será fundamental para o desempenho do time ao longo da temporada.
Fonte: www.bemparana.com.br
Fonte: OGOL