Luiz Gustavo Botogoski contesta acusações sobre acordo de R$ 32 milhões e destaca responsabilidade de ex-secretário
Prefeito de Araucária responde a denúncia de dívida com empresa de ônibus alegando responsabilidade de ex-secretário e legalidade do acordo.
Contexto da denúncia contra o prefeito de Araucária
O prefeito de Araucária, Luiz Gustavo Botogoski, tornou-se alvo de uma denúncia formal na Câmara Municipal da cidade em 10 de fevereiro. A acusação envolve um acordo financeiro de quase R$ 32 milhões firmado entre o município e a empresa Viação Tindiquera, que opera o transporte coletivo local há várias décadas. Botogoski tem contestado veementemente as alegações, destacando que a origem da dívida remonta a decisões administrativas anteriores, e que não houve descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Formação e composição da Comissão Processante na Câmara de Araucária
A Câmara Municipal decidiu, com nove votos favoráveis e três contrários, instaurar uma Comissão Processante para investigar a denúncia contra o prefeito. Os membros sorteados para conduzir o processo são Paulinho Cabelereiro, como presidente, Ben Hur como relator, e Nilso Vaz Torres como membro. Este grupo tem a missão de apurar os fatos e garantir que o processo legal seja seguido, mas ainda não se configura um julgamento de mérito.
Origem da dívida e alegações do prefeito de Araucária
Segundo a Prefeitura, a dívida municipal com a Viação Tindiquera decorre de um ato administrativo realizado em 2017, que alterou unilateralmente o modelo de remuneração da empresa. Esta decisão, tomada por Samuel Almeida da Silva — ex-secretário de Planejamento e atual denunciante — gerou uma disputa judicial sobre a indenização devida. No processo, a empresa pleiteava R$ 50 milhões, enquanto perícia indicada pelo município apontou cerca de R$ 41 milhões como valor justo.
Detalhes do acordo judicial e legalidade segundo a Prefeitura
A Prefeitura informa que a empresa propôs um acordo reduzindo o valor da dívida em aproximadamente R$ 10 milhões. A sugestão do Executivo foi parcelar este montante em três vezes, após o trânsito em julgado da ação. Além disso, a juíza responsável pela causa, Deborah Penna Villar, determinou que o pagamento fosse realizado via precatórios, modalidade que impede parcelamentos e que prevê o pagamento nos anos seguintes, 2027 ou 2028. Por isso, o valor não constaria na Lei Orçamentária de 2026, o que, segundo o prefeito, afasta qualquer violação à Lei de Responsabilidade Fiscal.
Impactos políticos e reações à denúncia na cidade
A denúncia foi protocolada por Samuel Almeida da Silva, conhecido como Samuca, que concorreu à prefeitura em 2024 e teve votação expressiva inferior a Botogoski. A acusação desencadeou debates sobre transparência, legalidade dos atos municipais e controle orçamentário. O prefeito, por sua vez, declarou que receberá a abertura da Comissão Processante com serenidade e demonstrará a ausência de ilegalidades no processo, buscando preservar a estabilidade administrativa e a confiança pública.
Análise do processo e perspectivas para Araucária
O caso em Araucária reflete desafios contemporâneos na gestão pública, especialmente sobre acordos financeiros que envolvem recursos significativos e impacto direto no orçamento municipal. A atuação da Comissão Processante será fundamental para elucidar responsabilidades e garantir que as decisões administrativas estejam alinhadas à legislação. A transparência e o rigor jurídico são essenciais para manter a credibilidade das instituições e a confiança da população.
O prefeito de Araucária reafirma seu compromisso com a legalidade e aguarda as conclusões do processo para esclarecer todos os pontos questionados, enquanto a cidade acompanha com atenção o desenrolar do caso.
Fonte: www.bemparana.com.br
Fonte: Carlos Poly/SMCS