Economia brasileira não apresentará cenário devastador para o próximo presidente

André Esteves avalia que, apesar dos desafios fiscais, o Brasil chega ao próximo governo em condição econômica mais favorável que em eleições passadas

André Esteves afirma que a economia brasileira não estará em crise extrema para o próximo presidente, destacando avanços em inflação, juros e desemprego.

A economia brasileira em perspectiva para o próximo governo

A economia brasileira não apresentará cenário devastador para o próximo presidente, segundo avaliação do sócio-sênior do BTG Pactual, André Esteves, feita durante o CEO Conference no dia 11 de fevereiro. Esteves destaca que, apesar dos desafios, o país chega ao próximo mandato com indicadores econômicos mais sólidos do que em eleições passadas, como as de 1994 e 2002, quando a economia estava em estado de “terra arrasada”.

Indicadores econômicos que sustentam a avaliação positiva

Neste contexto, Esteves aponta para a trajetória decrescente da inflação, que deve cair dos atuais níveis acima de 4% para cerca de 3% no futuro próximo. Além disso, aposta na flexibilização da política de juros pelo Banco Central, prevista para iniciar em março, e ressalta a solidez das reservas cambiais e a continuidade dos investimentos estrangeiros no país. O desemprego, considerado baixo, também contribui para esse panorama mais favorável.

A questão fiscal como desafio persistente para o Brasil

Apesar do quadro otimista, o banqueiro enfatiza que a “última perna de ajuste” está na questão fiscal, especialmente na trajetória da dívida pública. Ele reconhece que, embora a economia não seja um problema grave neste momento, o ajuste fiscal é fundamental para a sustentabilidade econômica a longo prazo. A percepção divergente entre congressistas da oposição sobre esse tema aumenta a complexidade do cenário político-econômico.

O papel da institucionalidade na estabilidade econômica

Um ponto crítico destacado por Esteves é a “batalha silenciosa entre o Brasil institucional e o não institucional”. Ele chama atenção para o crescimento das atividades ilegais, como no setor de combustíveis, e questiona como bancos de grande porte podem causar prejuízos significativos, exemplificando com um rombo bilionário no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A melhoria da institucionalidade é, portanto, apontada como elemento essencial para garantir a estabilidade e o desenvolvimento da economia brasileira.

Operações e fiscalizações que reforçam o controle institucional

O banqueiro reconhece como positivas as recentes operações da Polícia Federal no combate a atividades paralelas à economia formal, além do trabalho do Banco Central na regulação do sistema financeiro. Essas ações são vistas como fundamentais para fortalecer o ambiente institucional e reduzir práticas que ameaçam a confiança no país e sua economia.

Reflexões finais sobre o cenário e o futuro econômico brasileiro

A análise de André Esteves sugere que, mesmo com desafios fiscais e institucionais, a economia brasileira está em situação relativamente mais estável e preparada para receber um novo presidente. Essa condição diferente daquelas em eleições anteriores pode influenciar positivamente o ambiente político e as estratégias econômicas futuras, criando espaço para avanços e ajustes necessários sem enfrentar uma crise econômica profunda.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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