Haddad destaca política pública em grande escala no governo Lula

Reprodução/Rádio CBN

Ministro da Fazenda compara estratégias do governo Lula a ações em larga escala, diferente do modelo tradicional do Banco Mundial

Fernando Haddad destaca a política pública no governo Lula como uma ação em larga escala, contrastando com o modelo do Banco Mundial.

Política pública no governo Lula é feita em escala ampla, destaca Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em Salvador (BA) que a política pública no governo Lula adota uma estratégia diferente do Banco Mundial, caracterizada por ações em grande escala e impacto amplo. Segundo Haddad, enquanto o Banco Mundial prioriza projetos pilotos para grupos pequenos, o governo Lula opta por “pegar o atacadão e fazer um negócio grande”, implementando políticas que atingem milhares de pessoas de forma imediata. Entre os exemplos citados, estão o Prouni e a expansão dos institutos federais de educação.

Comparação entre métodos de política pública: Banco Mundial e governo Lula

Haddad explicou que o modelo tradicional do Banco Mundial envolve projetar e testar políticas para um grupo limitado de pessoas durante anos, a fim de avaliar o sucesso antes de expandir. Ele criticou essa abordagem como lenta e restrita. Por outro lado, a política pública no governo Lula visa aplicar programas diretamente em larga escala, acelerando o alcance e beneficiando um número maior da população desde o início. Essa diferença estratégica reflete um compromisso com a inclusão social e a rapidez na execução das ações governamentais.

Críticas à gestão econômica do governo anterior e defesa do arcabouço fiscal atual

Durante o mesmo evento, Haddad criticou a condução das contas públicas no governo de Jair Bolsonaro, afirmando que a situação financeira do país sofreu um “estupro” entre 2022 e 2023. Ele ressaltou que houve um superávit primário ao final de 2022, mas o governo seguinte inaugurou déficits elevados que ameaçam a estabilidade econômica. Haddad defendeu também o arcabouço fiscal aprovado em 2023 e instituído em 2024, considerando-o um acordo possível para superar os limites do teto de gastos herdado e preservar o equilíbrio das finanças públicas.

Desafios e negociações para a aprovação de medidas econômicas no Congresso

O ministro revelou as dificuldades enfrentadas para aprovar o orçamento de 2023 e outras medidas no Congresso, destacando a necessidade constante de negociações detalhadas para garantir a aprovação dos projetos. Ele disse que a situação era crítica e que, sem ação, o país poderia sofrer um shutdown em junho daquele ano. Haddad ressaltou que o governo enfrentou resistência e que foi preciso esforço intenso para organizar as contas públicas e implementar as políticas previstas.

Perspectivas para as eleições de 2026 e futuro político de Haddad

Apesar de não demonstrar interesse em disputar eleições, Haddad mencionou a pressão interna do partido para que se candidate a algum cargo, possivelmente ao Senado por São Paulo, nas eleições de 2026. Ele afirmou que o PT não tem “nenhuma razão” para temer a disputa, destacando os avanços econômicos alcançados, como a redução da inflação e do desemprego, melhoria da renda e investimentos em infraestrutura. Haddad também indicou que sua saída do ministério deve ocorrer em fevereiro, com o anúncio do sucessor ficando a cargo do presidente Lula.

Fonte: www.infomoney.com.br

Fonte: Reprodução/Rádio CBN

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