Morre o jornalista Paulo Soares, o “Amigão”, aos 63 anos em São Paulo

Foto: Divulgação / ESPN
Foto: Divulgação / ESPN

O jornalista e apresentador Paulo Soares, conhecido nacionalmente pelo apelido “Amigão”, morreu nesta segunda-feira (29) aos 63 anos, em São Paulo, após complicações de saúde. Internado há cerca de cinco meses no Hospital Sírio-Libanês, ele faleceu em decorrência de falência múltipla dos órgãos, após um longo tratamento relacionado a problemas na coluna.

Segundo informações divulgadas pela família nas redes sociais, o velório acontece hoje (29), das 13h às 17h, no Funeral Home, localizado no bairro da Bela Vista, no centro da capital paulista.

Natural de Belém do Pará, Paulo Soares construiu uma trajetória sólida e carismática no jornalismo esportivo brasileiro, sendo um dos nomes mais reconhecidos da televisão. Com mais de duas décadas de atuação na ESPN Brasil, destacou-se pela sua irreverência, espontaneidade e por bordões que conquistaram o público. Seu estilo leve e bem-humorado ao lado do colega Antero Greco transformou o programa SportsCenter em um fenômeno de audiência e empatia.

A dupla foi formada oficialmente durante a cobertura das Olimpíadas de Sydney, em 2000, e, desde então, se tornou uma referência no jornalismo esportivo televisivo. A morte de Antero, em maio de 2024, vítima de um tumor cerebral, já havia comovido o público. Agora, com a partida de Paulo Soares, fãs e colegas de profissão revisitam, com pesar e saudade, momentos marcantes da dupla que marcou uma geração de telespectadores.

Paulo enfrentava problemas crônicos de coluna há alguns anos e passou por diversas cirurgias com o objetivo de aliviar dores e recuperar a mobilidade. Durante esse período, chegou a se afastar da televisão para tratamento médico. Mesmo longe das câmeras, manteve uma presença constante nas redes sociais, onde compartilhava sua rotina e interagia com seguidores e colegas.

Nas redes, o falecimento de Amigão gerou comoção imediata. Colegas de emissora, jornalistas esportivos e fãs publicaram homenagens relembrando sua voz inconfundível, sua generosidade no trato com os colegas e sua contribuição para um jornalismo mais humano e acessível. “Perdemos mais que um jornalista, perdemos uma referência, um amigo de verdade”, escreveu um colega da ESPN.

Com uma longa trajetória também no rádio esportivo, Paulo Soares era conhecido por transitar com naturalidade entre o humor, a informação e a crítica, construindo pontes com o público que o acompanhava diariamente. Sua autenticidade o transformou não apenas em um comunicador, mas em uma figura de referência para as novas gerações do jornalismo.

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