Taxa de vacância em São Paulo cai para 16% impulsionada por alta ocupação e demanda por espaços premium
O mercado de escritórios em São Paulo registra queda da vacância para 16%, menor nível em seis anos, impulsionada pela alta ocupação e demanda por imóveis de alto padrão.
Confira a programação completa dos principais polos de escritórios
Itaim Bibi: Locação concentrada entre empresas dos setores farmacêutico, tecnologia e e-commerce, com demanda forte por lajes contíguas e edifícios modernos.
Nova Faria Lima: Espaços corporativos com preços que chegam a R$ 300 por metro quadrado ao mês, atraindo contratos de grande porte e empreendimentos de classe A+.
Chucri Zaidan: Região estratégica que registra alta absorção de área de escritórios, focada em empresas de tecnologia e inovação.
Santo Amaro: Taxa de vacância elevada, cerca de 65%, com preços médios em torno de R$ 32 por metro quadrado, mostrando desafios na ocupação.
- Marginal Pinheiros: Área com vacância próxima a 47% e preços de locação médios de R$ 47 por metro quadrado, refletindo maior oferta e menor demanda.
Evolução da vacância e ocupação no mercado de escritórios em São Paulo
O mercado de escritórios em São Paulo registrou, no primeiro trimestre de 2026, a menor taxa de vacância em seis anos, atingindo 16%. Este índice revela a continuidade de uma trajetória de queda iniciada há cerca de três anos, com taxas que passaram de 23% no segundo trimestre de 2023 para 19% em 2025, consolidando um cenário otimista para o setor.
Claudia Divani, coordenadora de Escritórios e Serviços para Ocupantes, destaca que a absorção bruta de escritórios no período superou 80 mil metros quadrados, resultado excepcional impulsionado por alguns contratos de grande porte. Essa ocupação reflete não apenas o movimento de relocação para imóveis de melhor qualidade, mas também um crescimento orgânico da área utilizada pelas empresas, evidenciando decisões estratégicas com foco no médio e longo prazo.
Pressões sobre valores e dinâmica de preços nos diferentes eixos da capital
A elevada demanda por imóveis corporativos de alta qualidade, combinada à escassez de oferta em regiões estratégicas, vem provocando forte valorização dos preços de locação, especialmente nos eixos do Itaim Bibi, Nova Faria Lima e Chucri Zaidan. Nestes locais, os valores podem atingir até R$ 300 por metro quadrado ao mês, refletindo a busca por imóveis modernos, eficientes e com certificações de sustentabilidade como LEED e Fitwel.
Por outro lado, regiões como Santo Amaro e Marginal Pinheiros apresentam taxas de vacância elevadas e preços significativamente mais baixos, em torno de R$ 32 a R$ 47 o metro quadrado, evidenciando a heterogeneidade do mercado paulistano e a diversidade de estratégias adotadas pelas empresas conforme seus perfis e necessidades.
Impacto das novas entregas e perspectivas para o mercado até 2028
O ciclo atual de construções em São Paulo soma cerca de 416 mil metros quadrados distribuídos em seis torres, com previsão de entrega ao longo de 2026. Duas dessas torres já se encontram completamente pré-locadas, demonstrando a confiança do mercado e a antecipação das empresas para garantir espaços alinhados às suas exigências.
Para os anos seguintes, a oferta de novos escritórios deve desacelerar, com acréscimos projetados de 75 mil metros quadrados em 2027 e 83 mil metros quadrados em 2028. Essa moderação na expansão pode contribuir para a manutenção da taxa de vacância em níveis baixos e para a valorização dos ativos mais bem posicionados.
Tendências estratégicas das empresas na ocupação de escritórios
Segundo Ricardo Betancourt, CEO da Colliers, o desempenho recente do mercado paulistano indica uma transformação profunda na forma como as empresas avaliam seus espaços corporativos. A prioridade tem sido a eficiência operacional, o posicionamento competitivo e a retenção de talentos, refletindo uma visão de médio e longo prazos.
Além do retorno ao trabalho presencial e da valorização do escritório como instrumento de cultura e integração, as organizações também ampliam áreas colaborativas e de convivência, intensificando a demanda por espaços físicos mesmo em modelos híbridos. Esse cenário reforça a importância da localização e da qualidade dos empreendimentos para atrair e reter profissionais.
Características dos imóveis preferidos e critérios de escolha
A preferência por edifícios classificados como A, A+ ou boutiques, que reúnem tecnologia avançada, lajes eficientes e certificações ambientais reconhecidas, está em alta. Esses imóveis oferecem vantagens como maior eficiência energética, custos condominiais competitivos e menor necessidade de manutenção, o que proporciona redução dos custos totais de ocupação.
Os ocupantes também valorizam aspectos como fácil acesso, oferta de transporte público e uma rede consolidada de serviços no entorno, incluindo bancos, restaurantes e comércio, fatores que contribuem para o bem-estar dos colaboradores e a produtividade corporativa.
Fonte: www.infomoney.com.br
Fonte: A Avenida Faria Lima, em São Paulo (Wilfredor/Wikimediacommons)