Preço do churrasco recua e abre espaço para consumo mais acessível em 2026

Antônio Cruz/Agência Brasil

Queda de até 26% na picanha e estabilidade na cerveja indicam alívio no custo do churrasco, aponta levantamento da Neogrid

Preço do churrasco registra queda de até 26% na picanha e estabilidade na cerveja, trazendo alívio para o orçamento dos consumidores.

Queda no preço do churrasco em abril de 2026 alivia orçamento das famílias

O preço do churrasco tem apresentado uma tendência de queda significativa, segundo dados coletados em abril de 2026 pela Neogrid. O levantamento indicou que o preço do churrasco, especialmente da picanha bovina, recuou até 26%, abrindo espaço para um consumo mais acessível em meio às pressões inflacionárias que ainda afetam o país. A análise considera 40 milhões de notas fiscais de todo o Brasil, garantindo uma visão abrangente do cenário.

O gerente de análises da Neogrid destaca que a redução dos preços ocorre após picos registrados no fim de 2025 e início de 2026, quando o preço da picanha chegou a ultrapassar R$ 76 o quilo. Essa acomodação dos valores oferece ao consumidor a possibilidade de incluir cortes mais nobres no churrasco sem comprometer tanto o orçamento familiar.

Cortes nobres e tradicionais apresentam movimentos distintos

Além da picanha, outros cortes bovinos nobres também apresentaram quedas relevantes. A fraldinha caiu 38,6%, passando de R$ 72,25 para R$ 44,37 por quilo. O ancho e a costela tiveram retrações de 19,6% e 21,6%, respectivamente. Por outro lado, cortes tradicionais como maminha e alcatra registraram altas moderadas, de 4,3% e 12,3%, ainda assim com preços inferiores aos registrados nos meses de maior inflação.

No segmento de carnes brancas, o frango inteiro teve redução de 12,4%, e a coxa de frango recuou 10,9%, enquanto as linguiças mantiveram seus preços estáveis. Essas variações refletem uma acomodação geral nos preços das proteínas, que pode favorecer o aumento do consumo doméstico.

Estabilidade nos preços da cerveja e bebidas para churrasco

O levantamento da Neogrid também indica estabilidade nos preços das bebidas que acompanham o churrasco. A cerveja clara teve alta mínima de 0,7%, praticamente estável em relação ao ano anterior. Já a cerveja artesanal apresentou queda de 4,6% depois de alta nos meses de verão e festas de fim de ano.

Para os apreciadores de vinho, os importados recuaram 4,5%, com preço do quilo passando de R$ 64,14 para R$ 61,24. O vinho fino nacional subiu apenas 0,7%, enquanto o vinho de mesa avançou 2,2%. Essas alterações mostram uma tendência de acomodação, que contribui para o equilíbrio do custo total do churrasco.

Impactos para o varejo e importância da gestão eficiente

Apesar do cenário favorável para o preço do churrasco, o varejo precisa manter atenção devido ao endividamento da população e às demandas específicas de períodos festivos, que podem ser impulsionadas por eventos como a Copa do Mundo. A Neogrid ressalta que a cadeia de abastecimento deve estar sincronizada, com monitoramento constante de estoque e reposição eficiente para atender às variações na demanda.

Essa capacidade de adaptação é fundamental para evitar rupturas e oferecer preços competitivos que atendam às expectativas dos consumidores, potencializando as vendas e a satisfação do mercado no atual contexto econômico.

Considerações finais sobre o preço do churrasco em 2026

O preço do churrasco recua em 2026, trazendo um alívio importante para os consumidores brasileiros. A queda nos cortes nobres, combinada com a estabilidade das bebidas, aponta para um cenário mais equilibrado, mesmo diante das pressões inflacionárias gerais. Essa mudança permite que famílias possam planejar eventos e encontros com maior conforto financeiro, promovendo o consumo local e o fortalecimento do setor varejista e produtor.

A análise detalhada da Neogrid reforça a relevância do monitoramento constante dos preços e das tendências de mercado para entender o comportamento do consumidor e aprimorar estratégias comerciais em um ambiente econômico desafiador.

Fonte: www.infomoney.com.br

Fonte: Antônio Cruz/Agência Brasil

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