Fgi pode liberar até r$ 16 bilhões para empresários com alavancagem de oito vezes

Jorge Silva

Ministro da Fazenda destaca potencial do Fundo Garantidor para Investimentos para pequenos e médios negócios

O FGI pode ser alavancado em até 8 vezes, liberando R$ 16 bilhões para pequenos e médios empresários, afirma ministro Dario Durigan.

O FGI pode liberar até R$ 16 bilhões para empresários com alavancagem de oito vezes. Nesta quinta-feira, 30, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou o potencial do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), ligado ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para ampliar o acesso ao crédito para pequenos e médios empreendedores em todo o Brasil.

O papel do FGI no fomento ao crédito para pequenos negócios

Durigan explicou que o aporte atual no FGI é de R$ 2 bilhões, mas que essa quantia pode ser multiplicada por oito vezes para garantir até R$ 16 bilhões em financiamentos. Ele enfatizou que o mecanismo é amplamente elogiado pelos bancos, que veem nele uma ferramenta eficaz para oferecer créditos com custos reduzidos a pequenos industriais, varejistas e lojistas.

A importância do FGI está em sua capacidade de mitigar riscos para as instituições financeiras, facilitando o acesso ao crédito para negócios que, de outra forma, teriam mais dificuldade em obter financiamento. Isso representa um estímulo para o crescimento do setor produtivo e para a geração de empregos.

Políticas industriais e a necessidade de medidas complementares

Além dos números do FGI, Durigan destacou que o governo federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem adotado medidas para controlar a inflação e fortalecer a economia. Contudo, ressaltou a necessidade de não negligenciar a política industrial, que deve caminhar em paralelo para garantir o desenvolvimento sustentável do setor produtivo.

O ministro apontou que ações específicas são essenciais para apoiar a indústria nacional e assegurar que o crédito disponível pelo FGI seja complementado por políticas de incentivo à produção e inovação.

Atualizações no programa Move Brasil e seus impactos

Durigan também abordou o programa Move Brasil, que visa renovar a frota de caminhões por meio de créditos com juros reduzidos. Segundo ele, o governo está aprimorando as condições para os beneficiários, especialmente trabalhadores autônomos, reduzindo as taxas de juros para um intervalo entre 11,3% e 12,4%, frente aos valores anteriores superiores a 14%.

Essa redução de juros é um importante estímulo para modernizar o setor de transporte de cargas, aumentando a eficiência e contribuindo para a competitividade da economia como um todo.

Desafios e perspectivas para o crédito produtivo

A ampliação do FGI e a melhoria das condições de programas como o Move Brasil são passos estratégicos para fortalecer a oferta de crédito no país. Entretanto, o sucesso dessas medidas depende da continuidade das políticas públicas e do acompanhamento constante das necessidades dos empresários.

Especialistas indicam que, para maximizar o impacto do FGI, é fundamental garantir que o fundo esteja sempre abastecido e que os mecanismos de alavancagem sejam eficientes e transparentes.

Impacto do FGI na economia brasileira

Com o potencial de liberar R$ 16 bilhões, o FGI se configura como uma ferramenta relevante para impulsionar o crescimento econômico, especialmente para pequenos e médios empreendedores que compõem a base do setor produtivo brasileiro. O estímulo ao crédito barato pode promover investimentos, inovação e geração de empregos, contribuindo para uma recuperação econômica mais inclusiva e sustentável.

Fonte: www.infomoney.com.br

Fonte: Jorge Silva

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