China reforça controle e veta compra da startup Manus pela Meta

Adek Berry/AFP

Pequim bloqueia aquisição de tecnologia chinesa pela empresa americana para preservar segurança nacional

China reforça controle e veta compra da startup Manus pela Meta
Vista aérea da sede da Meta, empresa que teve compra da startup Manus proibida pela China. Foto: Adek Berry/AFP

China proibiu a compra da startup de IA Manus pela Meta, reforçando controle sobre tecnologia sensível e investimentos estrangeiros.

Proibição da compra startup Manus pela Meta reforça controle chinês

A compra startup Manus pela Meta foi proibida pela China por violar leis relacionadas à exportação de tecnologia e investimentos estrangeiros. A decisão da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma veio mesmo após a transferência da Manus para Singapura, evidenciando o esforço de Pequim para controlar a saída de tecnologias consideradas estratégicas.

Contexto da decisão e a liderança em inteligência artificial

A negociação, avaliada em US$ 20 bilhões, foi anunciada em dezembro com o objetivo de integrar a inteligência artificial da Manus ao ecossistema da Meta, incluindo Facebook, Instagram e WhatsApp. Para especialistas, a China não visa apenas a Manus, mas pretende estabelecer um precedente para regular o fluxo de tecnologia sensível, impedindo que empresas chinesas se desloquem para o exterior sem aprovação.

Impactos geopolíticos e segurança nacional na disputa tecnológica

A medida ocorre semanas antes do encontro entre Xi Jinping e Donald Trump, durante o qual temas como a corrida pela inteligência artificial devem ser pauta. Pequim considera a proteção da alta tecnologia uma questão de segurança nacional e aplica uma visão ampliada sobre o que constitui uma empresa chinesa, incluindo aquelas com operações no exterior, mas com origens e vínculos na China.

Regulamentações chinesas e restrições para investimentos estrangeiros

Desde 2021, a China intensificou a revisão de investimentos estrangeiros que possam afetar o Estado, exigindo a reversão de operações concluídas. A proibição da compra da Manus reforça essa política, indicativa do aumento do controle governamental sobre tecnologias e talentos, com ordens específicas para que executivos da startup permaneçam no país até novas orientações.

Significado para o mercado e o futuro das startups tecnológicas na China

Especialistas apontam que a rejeição da compra da Manus pode incentivar fundadores a criar empresas diretamente no exterior, evitando complexidades regulatórias. A decisão sinaliza para investidores e empreendedores que tecnologias desenvolvidas na China permanecem sob a jurisdição e controle do governo, independentemente da mudança de sede ou estrutura corporativa.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Adek Berry/AFP

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