Obra coletiva destaca escrevivências e trajetórias femininas em política, cultura e sociedade

Livro coletivo destaca memórias de mulheres negras do Paraná e do Brasil, unindo jornalismo e literatura.
Livro Mulheres com N Maiúsculo destaca memórias de mulheres negras do Paraná e do Brasil
A obra coletiva “Mulheres com N Maiúsculo: perfis jornalísticos e escrevivências negras”, tema central da reportagem do jornal Cândido nº 169, do mês de abril, reúne memórias de mulheres negras do Paraná e do Brasil. Produzida por um grupo de dez comunicadoras e publicada pela editora Arte & Letra, o livro mescla jornalismo e literatura para contar histórias relevantes de mulheres que se destacam em diversas áreas, como política, cultura e sociedade. O conceito de escrevivências, criado pela escritora afro-brasileira Conceição Evaristo, é base da narrativa que permeia o livro.
Contexto histórico e cultural das escrevivências negras no Brasil
As memórias de mulheres negras apresentadas no livro refletem experiências que dialogam com a história e os desafios enfrentados por essas mulheres no Brasil, especialmente no Paraná. A obra evidencia a resistência, a luta e a contribuição dessas mulheres em contextos sociais e políticos muitas vezes marcados pelo racismo e pela exclusão. Ao valorizar a escrita e o relato dessas trajetórias, o livro amplia o entendimento sobre as diversas formas de protagonismo feminino negro no país.
Importância do jornalismo literário na construção das narrativas
A combinação de jornalismo e literatura no livro permite uma abordagem profunda e sensível das histórias pessoais e coletivas. A produção por um coletivo de comunicadoras reforça a pluralidade de vozes e perspectivas que enriquecem o conteúdo. Essa metodologia aproxima o leitor das experiências reais dessas mulheres, valorizando sua identidade e memória, além de contribuir para o debate sobre a representatividade negra na mídia e na literatura.
Colaborações e conteúdos complementares na edição do jornal Cândido
Além do destaque para o livro, a edição nº 169 do jornal Cândido traz entrevista com Emanuela Siqueira, tradutora da obra “A Vingança das Punks”, e textos literários que dialogam com o conceito de escrevivências. A fotógrafa Izabel Liviski expõe seu ensaio “Olhares e Vozes do Cárcere”, que retrata mulheres detentas em Piraquara, ampliando as discussões sobre mulher e negro na sociedade. A capa do jornal, assinada por Bruna Rossato, também inspira-se neste conceito, reforçando o protagonismo das mulheres negras.
Serviço e acessibilidade à obra e ao jornal Cândido
O jornal Cândido está disponível na Biblioteca Pública do Paraná, localizada na Rua Cândido Lopes, 133, Centro, Curitiba. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira das 8h30 às 20h, e aos sábados das 8h30 às 13h. Para mais informações ou acesso digital, o jornal mantém canais nas redes sociais e contato por email, facilitando a difusão do conteúdo e o acesso às narrativas de mulheres negras que compõem a identidade cultural do Paraná e do Brasil.
Fonte: www.parana.pr.gov.br
Fonte: BPP