Leopoldo Luque rebate acusações e apresenta documentos em nova fase do processo sobre a morte de Diego Maradona
Leopoldo Luque, médico de Maradona, se declarou inocente em audiência no caso da morte do ídolo argentino, apresentando defesa técnica detalhada.
Médico de Maradona se defende no reinício do julgamento da morte do craque
No dia 16 de abril de 2026, Leopoldo Luque, médico de Maradona, se declarou inocente durante audiência no Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro, na Argentina. O julgamento sobre a morte de Diego Maradona foi reiniciado na última terça-feira, 14 de abril, e coloca em xeque a responsabilidade da equipe médica que acompanhou os últimos momentos de vida do ex-camisa 10.
Leopoldo Luque, neurocirurgião e um dos sete réus acusados por homicídio culposo, apresentou uma defesa técnica robusta, incluindo artigos científicos da União Europeia de Cardiologia e estudos clínicos sobre casos semelhantes. Ele contestou a versão inicial da promotoria, que aponta insuficiência cardíaca crônica com miocardiopatia dilatada como causa da morte, agravada por falta de tratamento adequado.
Acusados e contexto da acusação sobre a morte de Diego Maradona
Além de Leopoldo Luque, estão sendo julgados outros seis profissionais da equipe médica: Agustina Cosachov (psiquiatra), Carlos Diaz (psicólogo), Nancy Forlini (coordenadora médica), Mariano Perroni (coordenador de enfermagem), Pedro Pablo Di Spagna (médico) e Ricardo Almiro (enfermeiro). Todos respondem pela acusação de homicídio culposo, com penas que podem variar de 8 a 25 anos de prisão.
Diego Maradona faleceu em 2020 durante a recuperação de uma cirurgia cerebral para tratar um coágulo. Um infarto foi apontado como causa imediata do falecimento, levantando dúvidas sobre a conduta e o monitoramento da equipe médica nas horas anteriores à morte do ídolo.
Anulação e reabertura do processo após controvérsias judiciais
Em maio de 2025, o julgamento foi anulado pelo tribunal responsável devido a questionamentos sobre a imparcialidade da juíza Julieta Makintach. Ela teria participado de um documentário sobre o caso enquanto integrava o júri, além de permitir que câmeras entrassem na sala das audiências, o que contraria normas judiciais. A juíza responde a outras acusações, e dois magistrados envolvidos renunciaram aos cargos.
Essa anulação levou à reabertura do processo, retomando as investigações e o julgamento com novo corpo judicial, ampliando o debate acerca da responsabilidade no falecimento de Maradona.
Detalhes técnicos e defesa do médico sobre a causa da morte
Durante a audiência, Leopoldo Luque enfatizou que não houve sinais de agonia no paciente, contradizendo laudos da promotoria que sugerem o contrário. Ele afirmou estar seguro de que Maradona recebeu acompanhamento adequado e que a causa da insuficiência cardíaca crônica não poderia ser atribuída à equipe médica.
Luque apresentou pastas com documentos e estudos científicos para sustentar suas alegações, ressaltando a complexidade do quadro clínico do ex-jogador e a dificuldade em prever complicações fatais mesmo com cuidados médicos rigorosos.
Impactos jurídicos e sociais do julgamento sobre a morte de um ídolo mundial
O caso de Diego Maradona envolve não apenas questões médicas, mas também um intenso debate social e jurídico na Argentina e no mundo do esporte. A responsabilidade da equipe médica, a transparência dos processos judiciais e a busca por justiça para a família e fãs do craque ganham destaque.
O julgamento mostra a importância de avaliar com rigor técnico e imparcialidade os fatos que envolvem a morte de personalidades públicas, especialmente quando questões de saúde complexas estão em jogo.
Este processo continuará a repercutir no cenário esportivo e judicial, evidenciando a necessidade de protocolos claros para o tratamento de pacientes em situações críticas e o papel do sistema de justiça na apuração de responsabilidades.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Gustavo Garello/Jam Media/Getty Images