Envolvidos em briga na final da Taça Paraná são presos; polícia busca suspeito que abriu portão

Operação policial prende suspeitos de briga na final da Taça Paraná; invasão pode ter sido premeditada

Três envolvidos foram presos e outro segue foragido após confusão generalizada que interrompeu decisão entre Capão Raso e Trieste em 2025.

Operação cumpre mandados e prende suspeitos

A Polícia Civil do Paraná deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), uma operação para desarticular o grupo envolvido na briga generalizada durante a final da Taça Paraná de futebol amador, disputada em dezembro de 2025. A ação contou com apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão, em Curitiba e outros locais ligados aos investigados. Três suspeitos foram presos, enquanto um quarto envolvido, apontado como responsável por abrir o portão do estádio para a invasão de torcedores, segue foragido.

Investigação aponta premeditação e ameaças

De acordo com a delegada Sâmia Coser, responsável pelo caso, a investigação identificou que a confusão pode ter sido premeditada. Trocas de mensagens com ameaças entre envolvidos foram encontradas em redes sociais e aplicativos, indicando que o confronto já era esperado antes mesmo da partida.

Outro indício citado pela polícia foi a presença de caixões simbólicos com nomes de jogadores do Trieste na entrada do estádio, o que reforça a hipótese de que as agressões foram direcionadas.

Invasão de campo agravou a violência

Segundo a Polícia Civil, a briga começou entre jogadores de Capão Raso e Trieste ainda em campo, com troca de agressões físicas. A situação se agravou quando um torcedor abriu um dos portões, permitindo que a torcida invadisse o gramado.

Com a invasão, o confronto se intensificou e passou a envolver dezenas de pessoas. A polícia também aponta que torcedores utilizaram bombas e objetos contundentes durante as agressões.

Jogadores ficaram feridos durante a confusão

Dois jogadores do Trieste ficaram feridos durante o episódio. Um deles, o atacante Bill, precisou ser hospitalizado em estado grave, apresentando arritmia cardíaca após sofrer agressões na cabeça e no peito. Outro atleta teve a boca cortada após ser atingido por objeto.

As investigações indicam ainda que havia pessoas armadas com objetos como soco inglês, o que aumentou a gravidade das lesões causadas.

Final da Taça Paraná terminou sem campeão

A confusão ocorreu no dia 13 de dezembro de 2025, durante a final da 60ª Taça Paraná, entre Capão Raso e Trieste, disputada no estádio José Carlos de Oliveira Sobrinho, em Curitiba.

Após dois empates por 1 a 1 nos jogos de ida e volta, a decisão foi para os pênaltis. No entanto, antes da última cobrança, jogadores iniciaram uma briga em campo, seguida pela invasão de torcedores, o que levou à interrupção da partida pela arbitragem.

Sem condições de segurança, o jogo foi encerrado sem definição de campeão naquele momento.

Desdobramentos esportivos e punições

O caso teve repercussão também na esfera esportiva. O Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) puniu jogadores envolvidos na confusão e determinou a perda dos pontos pelo Capão Raso.

Posteriormente, a Federação Paranaense de Futebol homologou o título da competição para o Trieste, oficializando o resultado após o julgamento.

Investigações continuam e novas prisões não estão descartadas

Durante a operação desta quinta-feira, um dos suspeitos também foi preso em flagrante por estar em posse de grande quantidade de drogas. A Polícia Civil segue com o inquérito aberto e deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias.

As autoridades não descartam a possibilidade de novas prisões, à medida que mais envolvidos sejam identificados. A polícia também investiga a atuação de grupos que frequentam estádios com o objetivo de promover violência.

Fonte: Polícia Civil do Paraná, Banda B

Imagem: Reprodução/Polícia Civil

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