Aquisição representa uma das maiores operações da Amazon e amplia sua presença no mercado de satélites em órbita terrestre

Amazon compra Globalstar por US$ 11,6 bilhões para competir diretamente com Starlink na oferta de internet via satélite.
Amazon compra Globalstar por US$ 11,6 bilhões para ampliar conectividade por satélite
A Amazon compra Globalstar em um acordo de US$ 11,6 bilhões anunciado em 14 de abril de 2026, buscando fortalecer sua posição no mercado de internet via satélites e competir diretamente com a Starlink, operada pela SpaceX de Elon Musk. Este movimento estratégico marca uma das maiores aquisições da história da Amazon e demonstra a ambição da empresa em expandir seus serviços de comunicação global.
Detalhes do acordo e impacto para acionistas
A oferta prevê US$ 90 por ação da Globalstar ou 0,32 ações da Amazon, sujeita a condições adicionais, com previsão de conclusão em 2027. A aquisição assegura à Amazon direitos imediatos sobre espectro de ondas de rádio, essencial para a oferta de comunicações móveis diretas a dispositivos móveis (D2D), uma tecnologia que a Starlink já implementa. A presença de 20% da Apple no capital da Globalstar adicionou complexidade às negociações, mas a Amazon concordou em apoiar os serviços de satélite para iPhone e Apple Watch, incluindo funcionalidades de emergência.
Diferenças na capacidade de satélites entre Amazon e Starlink
Atualmente, a Amazon opera cerca de 200 satélites em órbita, uma quantidade significativamente inferior aos mais de 10 mil satélites ativos da Starlink. A empresa de Seattle planeja expandir sua constelação para cerca de 700 satélites até meados de 2026, apesar de enfrentar desafios relacionados à capacidade de lançamentos espaciais. Em fevereiro, a Amazon solicitou uma extensão de prazos junto à Comissão Federal de Comunicações para lançar 1.600 satélites adicionais.
Parcerias estratégicas e expansão de serviços
Além da aquisição, a Amazon firmou contratos com as companhias aéreas JetBlue e Delta Air Lines para fornecer serviços de internet em voos a partir de 2027 e 2028. O CEO Andy Jassy destacou que o projeto Leo, relacionado à expansão da rede de satélites, faz parte de oportunidades incrementais que a empresa está focando para ampliar seus negócios tecnológicos e de comércio eletrônico.
Contexto financeiro e histórico da Globalstar
Fundada em 1991, a Globalstar reportou receita anual de US$ 273 milhões em 2025, um crescimento de 9% em relação ao ano anterior, e uma receita operacional de US$ 7,4 milhões, recuperando-se de prejuízos. A valorização das ações da Globalstar foi acentuada nos últimos meses, saltando mais de 270% no último ano até o anúncio da compra pela Amazon.
Implicações para o mercado de satélites e conectividade global
A aquisição da Globalstar posiciona a Amazon como uma competidora mais robusta frente à Starlink, num mercado que vem ganhando importância devido à demanda crescente por internet de alta velocidade e cobertura global, especialmente em áreas remotas. O acesso ao espectro e a ampliação da constelação de satélites permitem que a Amazon acelere seus planos para oferecer serviços móveis diretos, reduzindo a dependência de redes terrestres e ampliando o alcance dos seus serviços digitais.
Potenciais desafios e expectativas para o futuro
Embora a Amazon tenha avançado na estratégia espacial, a competição com a Starlink ainda é desafiadora devido à disparidade no número de satélites e à liderança consolidada da SpaceX. A escassez de capacidade de lançamento espacial e as exigências regulatórias podem atrasar os planos da Amazon, mas a aposta em parcerias estratégicas e na inovação tecnológica reforça a expectativa de crescimento e consolidação no segmento.
Este movimento da Amazon demonstra a importância crescente das tecnologias espaciais na conectividade global e reforça a tendência de consolidação e competição entre grandes empresas no setor de internet via satélites.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: AFP