Disputa judicial envolvendo imóvel em Ipanema expõe possível conflito de interesses na entidade
Advogado de Stênio Garcia questiona imparcialidade da vice-presidente da OAB-RJ na disputa judicial por apartamento em Ipanema.
Contexto da disputa judicial envolvendo o advogado de Stênio Garcia
A defesa de Stênio Garcia trava uma batalha judicial pela posse de um apartamento localizado em Ipanema, no Rio de Janeiro. Luiz Mantovani, advogado do ator, questiona a atuação da advogada Silvia Drummond, que defende as filhas de Stênio, Cássia e Gaya, e também ocupa posições de destaque na OAB-RJ, como vice-presidente e presidente do Tribunal de Ética e Disciplina. Essa sobreposição de funções motivou dúvidas quanto à imparcialidade e possíveis conflitos éticos na condução do processo.
Questionamentos sobre conflito ético e atuação da OAB-RJ na disputa
Segundo Luiz Mantovani, a situação gera um embate institucional na OAB-RJ, pois há uma comissão voltada para a proteção de idosos acompanhando o caso de Stênio Garcia, que tem 94 anos, enquanto uma dirigente da entidade representa a parte contrária. Mantovani enfatiza: “Como pode a vice-presidente estar ao lado das filhas e uma comissão subordinada à própria OAB exercer um papel de fiscalização?”. O advogado entende que a vice-presidente deveria optar entre permanecer nos cargos institucionais ou atuar no processo, para preservar a ética e a transparência.
Possíveis impactos na condução do processo e postura das partes
Além da questão ética, o advogado de Stênio Garcia demonstra preocupação quanto à condução da defesa oposta, que estaria sob a presidência do Tribunal de Ética da OAB-RJ, órgão responsável por julgar condutas éticas na advocacia. Mantovani teme que sua postura combativa nos tribunais possa ser interpretada como infração ética nesse contexto. Esse cenário pode influenciar a dinâmica do processo judicial e a percepção pública da disputa.
Discussão sobre custos da ação e motivação da defesa das filhas
Outro ponto de destaque é o questionamento sobre os custos da ação judicial. Mantovani contesta a alegação de que as filhas enfrentam dificuldades financeiras, apontando que a contratação de um escritório de alto padrão indica o contrário, já que os honorários estariam entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, valor que supera a dívida discutida no processo, estimada em R$ 90 mil. Ele também levanta dúvidas sobre a possibilidade de a defesa estar atuando gratuitamente (pro bono), sugerindo que isso deveria ocorrer apenas em causas de grande relevância social.
Repercussões institucionais e posicionamento futuro do advogado de Stênio Garcia
Apesar das críticas, Luiz Mantovani afirma que não atribui má-fé à advogada Silvia Drummond, mas mantém preocupação institucional sobre o caso. Ele reafirma a continuidade na defesa de Stênio Garcia e classifica a situação como uma tentativa de intimidação. Mantovani também demonstra confiança na atuação da presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basilio, e faz um apelo para que colegas da advocacia se manifestem sobre o tema, buscando transparência e ética na profissão.
Fonte: portalleodias.com
Fonte: Redes Sociais)