Operação em quatro unidades de conservação identificou desmatamento, construções irregulares e acessos clandestinos em áreas protegidas do Paraná
Fiscalização realizada pelo Instituto Água e Terra aplicou R$ 878 mil em multas e lavrou 38 autos de infração ambiental durante ação realizada entre os dias 24 e 31 de março.
Força-tarefa fiscaliza unidades de conservação e aplica multas no Paraná
O Instituto Água e Terra (IAT) do Paraná aplicou R$ 878 mil em multas e lavrou 38 Autos de Infração Ambiental durante a primeira edição da força-tarefa “Espaços Naturais Protegidos”. A operação ocorreu entre os dias 24 e 31 de março e teve como objetivo combater crimes ambientais em unidades de conservação estaduais. O balanço das ações foi divulgado no dia 8 de abril.
As equipes de fiscalização atuaram em quatro parques estaduais: Pico do Paraná, localizado nos municípios de Campina Grande do Sul e Antonina; Serra da Baitaca, em Piraquara e Quatro Barras; Monge, na Lapa; e Lauráceas, em Adrianópolis. Durante as inspeções, os técnicos identificaram diversas irregularidades ambientais, incluindo desmatamento ilegal de Mata Atlântica, parcelamento irregular do solo e criação de acessos clandestinos em áreas protegidas.
Desmatamento e ocupação irregular preocupam autoridades ambientais
Nas zonas de amortecimento dos parques Serra da Baitaca e Monge, a força-tarefa identificou a supressão de 33,40 hectares de vegetação nativa. O relatório do IAT também apontou indícios de parcelamento irregular do solo, o que indica avanço da urbanização sobre áreas de preservação ambiental. Além disso, proprietários foram autuados por manter tanques de água sem autorização ou licenciamento ambiental.
Segundo o coordenador da operação, as infrações identificadas representam riscos significativos ao meio ambiente e exigem monitoramento constante. Os responsáveis pelas irregularidades foram notificados e multados, conforme previsto na legislação ambiental vigente.
Plantio irregular e demolição de estruturas em área protegida
No Parque Estadual das Lauráceas, os fiscais encontraram desmatamento de vegetação nativa para o plantio de pinus, espécie exótica considerada invasora e prejudicial ao equilíbrio ecológico da região. Durante a operação, equipamentos foram apreendidos e construções erguidas de forma irregular dentro da unidade de conservação foram demolidas pelas equipes de fiscalização.
As ações fazem parte de um esforço contínuo do Governo do Estado para reforçar a proteção das áreas naturais e impedir atividades ilegais que possam comprometer a biodiversidade e os ecossistemas locais.
Acessos clandestinos e visitantes são alvo de orientação ambiental
A força-tarefa também concentrou esforços no controle de acessos irregulares em parques abertos à visitação pública, como o Pico do Paraná, Serra da Baitaca e Monge. Em alguns pontos, especialmente em áreas com grande fluxo de visitantes, como cachoeiras e trilhas utilizadas para atividades religiosas ou turísticas, os fiscais identificaram riscos relacionados a incêndios florestais e descarte inadequado de resíduos.
No Parque do Monge, fiscais percorreram trilhas irregulares e realizaram ações educativas, advertindo verbalmente cerca de 60 visitantes sobre a necessidade de cadastro prévio para acesso às áreas protegidas. Já no Pico do Paraná, uma pessoa foi multada em R$ 2 mil por entrar no parque sem autorização, enquanto outra multa, no valor de R$ 23 mil, foi aplicada ao responsável por manter uma trilha clandestina em terreno vizinho à unidade.
De acordo com o IAT, a força-tarefa representa a primeira de uma série de operações planejadas para reforçar a fiscalização ambiental no estado. A iniciativa busca preservar o patrimônio natural do Paraná e promover o uso responsável das unidades de conservação.
Fonte: Instituto Água e Terra (IAT)
Fonte: IAT