Gabriel Galípolo destaca cautela e serenidade em política de juros do Banco Central

Adriano Machado

Presidente do BC sinaliza postura mais conservadora diante dos desafios econômicos atuais

Gabriel Galípolo reforça cautela e serenidade na política de juros do Banco Central em discurso na FGV.

Contexto atual da política de juros do Banco Central

A política de juros do Banco Central tem sido conduzida com uma postura de cautela e serenidade, conforme ressaltado pelo presidente Gabriel Galípolo em evento na Fundação Getulio Vargas. Galípolo destacou que a cautela é fundamental para compreender melhor o cenário econômico e tomar decisões mais seguras. A combinação de fatores externos, como choques de oferta e conflitos geopolíticos, tem exigido do BC uma abordagem mais conservadora para preservar a estabilidade econômica.

Impactos dos choques de oferta recentes na economia brasileira

Desde 2020, a economia brasileira enfrenta choques de oferta que afetam o custo de insumos e pressionam a inflação. Segundo Galípolo, as medidas cautelosas adotadas pelo Banco Central permitiram enfrentar esses choques de forma relativamente confortável, mantendo o crescimento econômico próximo ao potencial e a taxa de câmbio sob controle. Apesar disso, o mercado de trabalho permanece apertado e as expectativas de inflação continuam desancoradas, exigindo atenção contínua na política monetária.

Influência da guerra no Oriente Médio e alta global dos combustíveis

O conflito entre EUA, Israel e Irã, iniciado no início de março, impactou diretamente o cenário econômico brasileiro. O aumento das cotações do petróleo elevou os preços dos combustíveis, gerando pressões inflacionárias adicionais não previstas inicialmente. Essa situação levou o Banco Central a adotar uma postura mais contida nos cortes da taxa Selic, como evidenciado pelo corte menor realizado na reunião de março do Copom.

Ajustes nas expectativas para a taxa Selic em 2026

Inicialmente, o Banco Central sinalizou cortes graduais na taxa básica de juros, a Selic, que estava em 14,75% ao ano, com previsão de redução para 12% ao final do ano. Entretanto, diante dos impactos da guerra e da inflação, as projeções foram revisadas para 12,5%. Essa moderação reflete a necessidade de equilibrar o estímulo econômico com o controle da inflação, conforme apontado pelo Boletim Focus divulgado recentemente.

Perspectivas para a estabilidade econômica e política monetária

Gabriel Galípolo reforçou que a cautela e serenidade continuarão guiando a política de juros do Banco Central. O objetivo é garantir decisões fundamentadas diante de um cenário global incerto, preservando a estabilidade econômica e a ancoragem das expectativas inflacionárias. A atuação prudente do BC é vista como essencial para enfrentar desafios e promover um ambiente econômico favorável ao crescimento sustentável.

Fonte: www.infomoney.com.br

Fonte: Adriano Machado

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