Casos graves disparam e reacendem alerta de possível “nova Covid-19”

Foto: Reprodução

Casos graves de síndrome respiratória associados à gripe dobram em 2026 e acendem alerta sobre avanço de vírus respiratórios no país

Especialistas apontam aumento da circulação do vírus influenza A e reforçam a vacinação como principal forma de prevenção.

Aumento de casos graves de gripe no Brasil em 2026

A temporada de gripe começou mais cedo no Brasil em 2026 e já apresenta um aumento significativo nos casos graves. De acordo com o Instituto Todos pela Saúde (ITPs), os registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por influenza praticamente dobraram em comparação com o mesmo período de 2025.

Nas primeiras 11 semanas epidemiológicas deste ano, foram contabilizados 3.681 casos de SRAG relacionados à gripe, contra 1.838 no mesmo intervalo do ano passado. A condição é uma complicação de infecções respiratórias, como gripe e Covid-19, e geralmente exige hospitalização.

Circulação antecipada do vírus e variantes preocupam

Segundo especialistas, o aumento dos casos está relacionado à circulação antecipada do vírus influenza, que já havia sido observada no hemisfério Norte. No Brasil, o cenário pode estar associado a variantes do influenza A, como o subclado K, identificado desde o fim de 2025.

Além disso, fatores como baixa cobertura vacinal, maior permanência em ambientes fechados e circulação simultânea de outros vírus respiratórios contribuem para o crescimento dos casos. Dados recentes também apontam aumento nas mortes associadas à gripe no país.

Cenário regional e avanço da “super gripe”

Em estados como a Bahia, o avanço da influenza tem sido expressivo. Houve aumento de quase 192% nos casos de SRAG por gripe em 2026, além de crescimento nas hospitalizações e registro de mortes. Capitais como Salvador estão entre as áreas com nível de alerta para doenças respiratórias.

Os sintomas mais comuns incluem febre, tosse, dor de garganta e coriza. Em quadros mais graves, pode haver falta de ar e evolução para pneumonia, exigindo atendimento hospitalar e, em alguns casos, internação em UTI.

Vacinação é principal forma de prevenção

Especialistas reforçam que a vacinação continua sendo a principal estratégia para conter o avanço da gripe. A campanha nacional de imunização já começou e prioriza grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e profissionais da saúde e educação.

Medidas como higienização das mãos, uso de máscara em locais fechados e isolamento em caso de sintomas também são recomendadas para reduzir a transmissão. O monitoramento contínuo dos vírus respiratórios é considerado essencial para evitar novos surtos e preparar o sistema de saúde.

Fonte: O Globo / Instituto Todos pela Saúde / Fiocruz

Fonte: Freepik

Tópicos: