Empresas aceleram formação de líderes com cargos intermediários estratégicos

Estruturas intermediárias impulsionam desenvolvimento contínuo e fortalecem sucessão nas organizações

Mais da metade das empresas criam cargos intermediários para acelerar a formação de líderes e preparar sucessores nas organizações.

A formação de líderes ganha impulso com cargos intermediários estratégicos

A formação de líderes está sendo acelerada por meio da criação de cargos intermediários em empresas brasileiras, segundo levantamento da consultoria Robert Half. Essas posições, que surgem como parte de um laboratório de liderança, têm o papel de preparar profissionais-chave para enfrentarem situações complexas, fortalecendo a linha de sucessão e reduzindo riscos em momentos decisivos.

Mario Custódio, diretor de recrutamento executivo na Robert Half, destaca que “ao passar por funções que lidam com transformação, estratégia e pressão real de negócio, os profissionais podem ascender muito mais rápido e com uma leitura que não se constrói em sala de treinamento”. Essa abordagem tem transformado a cultura organizacional, antecipando a preparação para cargos de alta liderança.

Cargos intermediários mais relevantes nas empresas de capital aberto

Nas corporações de capital aberto, a adoção de cargos intermediários está diretamente ligada às áreas de transformação dos negócios e execução estratégica. As posições mais comuns incluem:

Líderes de Transformação Digital — 56%
Diretores Adjuntos ou Assistentes — 52%
Gestores de Inovação e Mudança — 46%
Planejamento de Sucessão — 46%
Gerentes de Programas de Desenvolvimento de Liderança — 46%
Líderes de Projetos Estratégicos — 44%
Diretores Regionais ou de Divisão — 28%
Líderes de Mentoria e Coaching — 22%
Equipes de DEI/ESG — 22%
Funções de Chief of Staff — 18%

Esses cargos criam oportunidades para que profissionais desenvolvam habilidades essenciais em liderança estratégica, inovação e governança, fundamentais para o futuro das empresas.

Prioridades das companhias privadas no desenvolvimento da liderança

As empresas privadas seguem tendência similar, com foco maior em funções que combinam execução e proximidade com a alta gestão. Dentre os cargos intermediários mais adotados, destacam-se:

Diretores Adjuntos ou Assistentes — 54%
Líderes de Projetos Estratégicos — 50%
Líderes de Transformação Digital — 46%
Gestores de Inovação e Mudança — 42%
Gerentes de Programas de Desenvolvimento de Liderança — 42%
Planejamento de Sucessão — 42%
Líderes de Mentoria e Coaching — 28%
Funções de Chief of Staff — 28%
Equipes de DEI/ESG — 24%
Diretores Regionais ou de Divisão — 16%

Esses cargos criam uma base sólida para que a liderança futura esteja alinhada com as metas estratégicas e os desafios dinâmicos do mercado.

Mudança no paradigma da sucessão empresarial

O desenho e a expansão dessas estruturas refletem uma transformação significativa na maneira como as organizações encaram a sucessão. Ao invés de agir de forma reativa, promovendo líderes apenas quando há uma vaga disponível, as empresas se antecipam ao criar trajetórias claras e intencionais de desenvolvimento contínuo.

Essa mudança promove não só maior segurança na continuidade dos negócios, mas também possibilita um desenvolvimento mais profundo dos futuros líderes, que ganham repertório prático em gestão estratégica e operacional.

Impactos do investimento em cargos intermediários para o ambiente corporativo

O investimento em cargos intermediários para a formação de líderes amplia a capacidade de resposta das organizações em um cenário econômico cada vez mais volátil e competitivo. Além disso, essas posições servem como um espaço de aprendizado prático e exposição real às demandas do mercado, que não podem ser replicadas apenas por treinamentos tradicionais.

Com essa estratégia, as empresas constroem uma liderança mais resiliente, preparada para conduzir transformações e inovar constantemente, garantindo sustentabilidade e crescimento a longo prazo.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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