Medida preventiva estende estado de alerta por 180 dias diante do avanço do vírus H5N1 no país
O governo federal renovou por 180 dias a emergência zoossanitária por gripe aviária, reforçando a resposta rápida ao vírus H5N1.
Prorrogação da emergência zoossanitária por gripe aviária no Brasil
O governo federal anunciou a prorrogação por 180 dias da emergência zoossanitária por gripe aviária em todo o território nacional, após a confirmação da circulação do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), subtipo H5N1. A Portaria nº 896, publicada em 26 de fevereiro de 2026, reforça a estratégia preventiva para manter a capacidade de resposta do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) diante do avanço da doença em aves silvestres e comerciais.
Impacto e contagem dos casos de gripe aviária no país
Desde maio de 2023, quando foi identificado o primeiro foco em aves silvestres, o Brasil contabiliza 188 focos da gripe aviária, concentrados principalmente em aves selvagens, responsáveis por 173 casos. Casos em criações de subsistência somam 14 registros, enquanto que apenas um foco foi confirmado em plantel comercial, em maio de 2025, elevando o nível de atenção das autoridades sanitárias e do setor produtivo.
Estratégias governamentais para contenção e prevenção
A prorrogação da emergência zoossanitária permite que o governo mantenha instrumentos essenciais para respostas rápidas, como ações de contenção e erradicação, além da mobilização de recursos federais e articulação com entes estaduais, municipais e entidades não governamentais. A medida reforça a vigilância constante e o monitoramento para evitar impactos negativos na produção avícola e possíveis restrições ao comércio internacional.
Contexto regional e preocupação internacional
Além do cenário interno, a decisão ocorre em meio a uma atenção redobrada na América do Sul. Em 2026, a Argentina confirmou o terceiro foco de gripe aviária em granja comercial, o que resultou na suspensão das exportações do país devido à perda do status de território livre da doença perante a Organização Mundial de Sanidade Animal (OMSA). O Uruguai também detectou casos em aves silvestres, aumentando a preocupação com o controle da doença na região e os impactos sanitários e comerciais.
Desafios para a produção avícola e comércio exterior
Apesar do número reduzido de focos em granjas comerciais no Brasil, o governo mantém o alerta elevado para resguardar a cadeia produtiva avícola e preservar o acesso a mercados internacionais que exigem condições sanitárias rigorosas. A continuidade da emergência zoossanitária assegura a manutenção de protocolos de biosseguridade e a rápida atuação em eventuais novos surtos, essenciais para a sustentabilidade econômica do setor.
A continuidade da emergência zoossanitária por gripe aviária demonstra o comprometimento das autoridades brasileiras em controlar a disseminação do vírus H5N1, minimizar impactos econômicos e colaborar com as iniciativas regionais de saúde animal.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Kalinovskiy/Getty Images